Vitória Régia
Conhecida pelos indígenas como:
Irupé, Aguapé, Rainha-dos-Lagos, Apé, entre outros. A Vitória Régia é uma das
maiores plantas aquática, é uma planta da família Nymphaeaceae, nativa da
floresta amazônica, típica no norte do Brasil, possui vida longa e perene.
Possui folhas flutuantes e circulares que podem atingir até 2,5 metros de
diâmetro quando adultas, além de suportarem até 40 quilos distribuídos em sua
superfície, e possuem canais de escoamento e duas fendas laterais, o que
possibilita o encaminhamento das águas que caem das chuvas para o lago.
Além de suas nervuras, ela também
possui bordas levantadas de aproximadamente 10 centímetros, e compartimentos de
ar em sua região inferior. Com isso, permite que mesmo estando em contato com a
água, a folha não afunda e nem mesmo ocorre refluxo. As folhas possuem
propriedades laxantes e cicatrizantes, conforme tradições.
Suas flores possuem várias camadas
de pétalas e só se abre no período noturno, podendo ter cores variadas como
branco, lilás, rosa, roxo e até mesmo amarela, e expele uma fragrância
adocicada quando aberta, o que atrai besouros polinizadores, que adentram nelas
e acabam por ficarem presos. Ademais, a flor pode atingir o tamanho de 30
centímetros, sendo considerada a maior flor da América. Suas raízes podem
chegar a 5 metros de comprimento e a extração de seu suco é utilizado como
tintura negra para os cabelos, pelos os índios.
Na região norte há uma famosa lenda
sobre a vitória régia, segundo a lenda, “a Lua era um deus que namorava as mais
lindas jovens índias e sempre que se escondia, escolhia e levava algumas moças
consigo. Em uma aldeia indígena, havia uma linda jovem, a guerreira Naiá, que
sonhava com a Lua e mal podia esperar o dia em que o deus iria chamá-la. Os
índios mais experientes alertavam Naiá dizendo que quando a Lua levava uma
moça, essa jovem deixava a forma humana e virava uma estrela no céu. No entanto
a jovem não se importava, já que era apaixonada pela Lua. Essa paixão virou
obsessão no momento em que Naiá não queria mais comer nem beber nada,
só admirar a Lua. Numa noite em que o luar estava muito bonito, a moça chegou à
beira de um lago, viu a lua refletida no meio das águas e acreditou que o deus
havia descido do céu para se banhar ali. Assim, a moça se atirou no lago em
direção à imagem da Lua. Quando percebeu que aquilo fora uma ilusão, tentou
voltar, porém não conseguiu e morreu afogada. Comovido pela situação, o deus
Lua resolveu transformar a jovem em uma estrela diferente de todas as outras:
uma estrela das águas – Vitória-régia. Por esse motivo, as flores perfumadas
dessa planta só abrem no período da noite."
A vitória régia também é muito
utilizada por paisagistas, por sua aparência exótica e tropical, usada em
decorações que possuem grandes volumes de água.
Além de sua beleza exuberante e seu delicioso perfume, a
vitória régia tem multi funcionalidades,
suas raízes possuem tubérculos parecidos com mandioca, rico em amido e sais
minerais, dessa forma, é consumido frequentemente pelos locais. Assim como as
sementes que também podem ser consumidas.
Pesquisas científicas comprovaram
que a planta pode ser consumida, porém se encaixa no grupo das Plantas
Alimentícias não Convencionais – PANCs, não sendo muito comum, pode-se consumir suas sementes, seu talo, suas flores
e seu caule, além de poder ser utilizada nas decorações de pratos e receitas.
Além da Vitória-régia poder ser consumida como conservas e geléias, suas sementes se parecem com as do milho, e portanto, estouram em
temperaturas mais elevadas, dando origem a uma pipoca de vitória-régia que vai
muito bem com sal e manteiga, além das sementes poderem ser utilizadas para
fazer mingaus e farinhas, usados em variadas receitas.
Matéria por: Sândyla Brenda em parceria com o Inama Brasil
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