segunda-feira, 27 de julho de 2026

Reunião técnica atualiza previsões climáticas e aponta intensificação do El Niño até dezembro


Especialistas indicam aumento do risco de incêndios florestais entre agosto e outubro, principalmente na Amazônia, Cerrado e parte do Centro-Oeste.

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O evento reuniu especialistas de instituições federais e centros de pesquisa para atualizar as previsões meteorológicas e avaliar os indicadores de risco de incêndios florestais - Foto: Daiane Côrtes/MMA

As projeções climáticas mais recentes indicam que o fenômeno El Niño deverá continuar se intensificando nos próximos meses, com alta probabilidade de atingir intensidade forte ou muito forte entre agosto e dezembro. O cenário prevê redução das chuvas em parte das regiões Norte e Centro-Oeste, temperaturas acima da média em grande parte do país e aumento do risco de incêndios florestais, especialmente na Amazônia, no Cerrado e na Caatinga.

As informações foram apresentadas nesta quinta-feira (16/7), durante a quinta reunião técnica de monitoramento climático realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O encontro reuniu especialistas de instituições federais e centros de pesquisa para atualizar as previsões meteorológicas e avaliar os indicadores de risco de incêndios florestais.

As análises confirmam o cenário apresentado na reunião anterior e apontam que o El Niño deverá influenciar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do país ao longo do segundo semestre.

Entre os principais cenários projetados estão chuvas abaixo da média na região Norte e em parte do Pantanal, com possibilidade de agravamento caso o fenômeno alcance intensidade muito forte. Para a região Sul, a previsão é de chuvas acima da média. As temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do território nacional durante o trimestre de agosto, setembro e outubro.

As projeções também indicam aumento do perigo de incêndios florestais entre agosto e outubro. As áreas com maior probabilidade de ocorrência de fogo concentram-se nos estados do Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, abrangendo principalmente a Amazônia e parte do Brasil Central.

Os cenários foram apresentados por representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ).

A reunião integra um ciclo de monitoramento iniciado em janeiro para acompanhar a evolução das condições climáticas e subsidiar o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais. As informações são utilizadas pelo MMA em articulação com órgãos federais, estados, municípios e demais instituições que atuam no manejo integrado do fogo.

Também participaram representantes da Casa Civil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de órgãos estaduais e federais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif).


Confira as apresentações dos metereologistas:

Lasa/UFRJ 
Cemaden 
INMET 
INPE


FONTE: Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA



sexta-feira, 24 de julho de 2026

Prazo da licença especial para a pesca do camarão-rosa e do camarão-branco com aviãozinho encerra dia 31 de julho

 

Saiba quais são os documentos necessários

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que o prazo final para apresentação de requerimentos da Licença Especial de Pesca Artesanal do Camarão com Aviãozinho no Complexo Lagunar Sul de Santa Catarina encerra no dia 31 de julho. No total, são 2.316 vagas nas quais cada pescador cadastrado poderá usar 36 redes em até seis pontos de pesca diferentes. Esta licença é pessoal e intransferível, tendo validade de dois anos.

O público-alvo são pescadores e pescadoras profissionais artesanais dos municípios de Laguna, Pescaria Brava, Jaguaruna, Imaruí e Imbituba, que já possuem o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Pescadores aposentados e com RGP ativo poderão atuar na pesca de aviãozinho, a depender da disponibilidade de vagas e mediante emissão da Licença Especial.

Os Critérios
Os critérios exigidos para a solicitação da licença especial são: ter o RGP ativo e ser dependente exclusivamente da pesca artesanal.

O profissional que não vive exclusivamente da pesca também pode solicitar a Licença Especial para a pesca do camarão com o uso de tarrafa.

Documentação necessária
Os documentos necessários para o cadastramento poderão ser apresentados pelo próprio pescador ou pescadora profissional ou por entidade representativa devidamente autorizada, como Colônia de Pescadores, sindicatos ou associações, nos termos da legislação, na Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura. Os documentos são:

- Requerimento devidamente preenchido e assinado;
- Licença de Pescador(a) Profissional deferida no RGP e
- Comprovante de residência atualizado, emitido há no máximo três meses em nome do interessado ou Declaração de Residência, conforme previsto na Portaria.

Atendimento
Os requerimentos deverão ser protocolados dentro do prazo estabelecido para possibilitar a análise e a emissão da Licença Especial de Pesca. Em caso de dúvidas, os interessados poderão procurar a Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, sua entidade representativa ou o Fórum de Pesca do Complexo Lagunar.

O atendimento será para os municípios de Imaruí, Imbituba, Laguna, Jaguaruna e Pescaria Brava pelas equipes das prefeituras, Superintendência Federal em SC, Epagri e Fórum de Pesca, sempre das 8h às 19h.

Recurso
Após o recebimento do e-mail de resposta, caso a solicitação seja indeferida, o pescador terá o prazo de 10 dias para entrar com recurso.

Seguro Defeso
O pescador que recebe o seguro defeso não será afetado caso não faça a Licença Especial para a pesca do camarão com aviãozinho. Familiares que apenas compõem a cadeia produtiva do pescado e recebem o seguro defeso não necessitam fazer a Licença Especial, seguirão recebendo o seguro defeso normalmente.


Acesse a PORTARIA MPA Nº 734, DE 22 DE JULHO DE 2026


FONTE: Ministério da Pesca e Aquicultura

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Saiba o que é piracuí de bodó

 

Alimento de origem indígena com alto valor proteico

bodó

Com influência direta da tradição dos povos indígenas, o piracuí é uma forma de aproveitar o pescado por meio da desidratação da carne. É um tipo de “farinha” de peixe. Em tupi significa: pira=peixe; cuí=farinha. É muito apreciado na região norte do Brasil.

Geralmente é feito da espécie bodó/acari-bodó (Liposarcus pardalis). A produção artesanal começa na etapa em que o peixe fresco é assado ou cozido. Em seguida, é feita a separação da carne, da carcaça e dos ossos. Depois, é feita a desidratação em tachos de barro ou fornos abertos. É adicionado o sal. Por fim, é feito um resfriamento da “farinha” em temperatura ambiente. 

Conforme a portaria de n° 3250, de 01 de setembro de 2018 da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o processo de produção é o seguinte:

 I - Farinha de Pescado Tipo Piracuí: o produto obtido de matéria-prima fresca ou congelada, convenientemente lavada com água hiperclorada, cozido ou assado a uma temperatura e tempo ideal para a obtenção do produto desejado, resfriado e a sua carne separada da carcaça e da espinha. Posteriormente, o produto é disposto à secagem sob temperatura e tempo apropriado para a obtenção do produto final desejado e conservado sob temperatura ambiente, que atenda a todos os padrões microbiológicos;

II - Lavagem com água hiperclorada: pré-lavagem do peixe antes do cozimento ou assamento com água a uma concentração de 5 ppm de cloro;

III - Cozimento: processo a que se submete o peixe utilizando-se de equipamento com fonte de calor indireta, que propicie uma cocção uniforme da matéria-prima, sob condições de tempo e temperatura compatíveis com o tipo de produto a ser obtido.

 

FONTE: Ministério da Pesca e Aquicultura