quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Ibama e UFSM inauguram Centro de Triagem de Animais Silvestres em Santa Maria (RS)

 


Unidade receberá animais resgatados no estado para tratamento e reabilitação


2025-12-16 Presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, junto com os servidores do Instituto e da UFSM.jpegPresidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, junto com os servidores do Instituto e da UFSM - Foto: Comunicação/UFSM

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) deram início, nesta terça-feira (16), à abertura do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Maria (Cetas/SM), no Rio Grande do Sul. A unidade é o 25º Cetas do Ibama no país e representa um marco para a proteção da fauna silvestre no estado e na região Sul.

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Servidores do Ibama no RS junto ao presidente e a superintendente do Ibama, Diara Sartori

A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho; da superintendente do Ibama no Rio Grande do Sul, Diara Sartori; e do reitor da UFSM, professor Luciano Schuch, além de autoridades, representantes de instituições parceiras, servidores públicos, professores, pesquisadores, estudantes e membros da sociedade civil.

A inauguração ocorre na semana em que se celebra o Dia Nacional do Bioma Pampa, comemorado em 17 de dezembro, reforçando o compromisso institucional com a conservação da biodiversidade e o enfrentamento aos crimes ambientais que afetam esse importante bioma.

Sobre o Cetas

Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) são unidades responsáveis pelo recebimento de animais silvestres apreendidos em ações de fiscalização, resgatados ou entregues voluntariamente pela população. Nos centros, os animais passam por identificação, avaliação clínica, tratamento, recuperação e reabilitação. Sempre que possível, são devolvidos à natureza, seu destino final.

Entre 2020 e 2025, os Cetas do Ibama em todo o país receberam mais de 370 mil animais silvestres, dos quais 61% puderam retornar ao seu habitat após os cuidados necessários, um resultado que evidencia a relevância dessas estruturas para a conservação da fauna brasileira.

A escolha de Santa Maria para sediar o novo Cetas atende a uma demanda estratégica: o município, que é próximo às fronteiras com o Uruguai e a Argentina e em posição central no Rio Grande do Sul, com acesso rodoviário e aeroporto, permite maior agilidade no atendimento, no transporte e na destinação adequada dos animais. A unidade também fortalece o enfrentamento ao tráfico internacional de fauna, ampliando a capacidade de resposta do Ibama na região.

A parceria entre o Ibama e a UFSM integra esforços do poder público, da universidade e da sociedade em defesa da vida silvestre, aliando fiscalização ambiental, conhecimento científico, ensino e extensão universitária para a proteção da fauna e do bioma Pampa.


FONTE: Assessoria de Comunicação Social do Ibama




terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Ibama participa de visita técnica ao centro que abriga rejeitos do acidente com césio-137

 

Atividade reuniu representantes de instituições públicas para acompanhar a monitoração radiológica do depósito, em Abadia de Goiás (GO)

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Servidora do Ibama observa o depósito final de rejeitos radioativos do césio-137, em Goiás - Foto: July Branco/Min. da Saúde

 Representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participaram de uma visita técnica ao Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (CRCN-CO), ocorrida no fim de novembro, em Abadia de Goiás (GO). A atividade integrou a programação do Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência Nuclear em Angra dos Reis (COPREN-AR), que compõe o Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron).

A visita teve como objetivo reforçar o conhecimento sobre o acidente com césio-137, ocorrido em Goiânia (GO), em 1987, e apresentar as rotinas de monitoração radiológica e ambiental. Na ocasião, a comitiva pôde acompanhar de perto a infraestrutura destinada à gestão dos resíduos, que incluem roupas; móveis; veículos; animais que foram sacrificados; estruturas demolidas, como casas e ruas inteiras; e outros materiais contaminados à época. Segundo especialistas do CRCN-CO, as estruturas que armazenam os rejeitos são consideradas invioláveis e não apresentam riscos de contaminação.

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Equipe do Ibama sobe o depósito dos rejeitos do Césio-137 - Foto: July Branco/Min. da Saúde

A programação incluiu uma palestra sobre o histórico do acidente, as etapas de descontaminação e os critérios técnicos que levaram à escolha de Abadia de Goiás como depósito definitivo – entre eles, a estabilidade geológica da área, a disponibilidade do terreno e a logística de transferência dos resíduos. A apresentação foi conduzida pelo novo coordenador do CRCN-CO, Almir Aniceto, e por Rugles César Barbosa, ex-coordenador do Centro, que integra a Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

O Ibama foi representado por integrantes do Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas (Ceneac) e da Equipe Técnica de Atendimento a Emergências Ambientais em Goiás. A visita técnica também contou com representantes da CNEN, do Ministério da Saúde, da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) e da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro.

O CRCN-CO é responsável pela guarda e pelo monitoramento das 6 mil toneladas de rejeitos radioativos resultantes do acidente com o césio-137, considerado o maior acidente radiológico da história. O material está isolado em duas estruturas de concreto instaladas em área de 32 alqueires dentro do Parque Estadual Telma Otergal, às margens da rodovia BR-060, a cerca de 20 quilômetros da capital goiana. O centro também desenvolve pesquisas na área ambiental relacionadas à radioatividade.

O complexo do CRCN-CO conta com cerca de 30 servidores, é monitorado 24 horas pela Polícia Militar Ambiental e mantém uma equipe de emergência preparada para atuar em eventuais ocorrências. A estrutura é composta por quatro prédios: Centro de Informação, Laboratório de Radiologia, Centro de Estudos e Formação e Laboratório de Radioproteção. O local recebe, anualmente, cerca de 5 mil estudantes em visitas guiadas que incluem palestras e acompanhamento da área próxima às estruturas que abrigam os rejeitos.


FONTE: Assessoria de Comunicação Social do Ibama.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Ibama intensifica ações de educação ambiental em Belém durante a COP30


Campanha “Leve a Cultura, Deixe a Natureza” une sensibilização e fiscalização para combater o comércio ilegal de produtos e subprodutos feitos de fauna e flora silvestres

Arte da campanha “Leve a Cultura, Deixe a Natureza”

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio do Centro Nacional de Educação Ambiental (Cenea) e da Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro), coordenará uma ampla ação de sensibilização e mobilização socioambiental em Belém durante o período da COP30. A iniciativa busca coibir o comércio ilegal de artesanatos confeccionados com partes de animais ou com elementos da flora silvestre nas áreas turísticas da capital paraense.

Com o lema “Leve a Cultura, Deixe a Natureza”, a campanha combina educação ambiental e fiscalização, articulando o pilar educativo-preventivo, sob responsabilidade do Cenea, e o pilar fiscalizatório-dissuasor, conduzido pelas equipes de fiscalização ambiental do Instituto durante a operação “Hermes COP30”.

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Campanha “Leve a Cultura, Deixe a Natureza” sensibiliza visitantes que chegam a Belém para a COP30

A equipe de educação ambiental atuará até o dia 14 de novembro, realizando ações de sensibilização em diversos pontos da cidade. Já a operação de fiscalização, com equipe destacada para o Aeroporto Internacional de Belém, se estenderá durante todo o mês, reforçando a atuação ambiental integrada.

A estratégia tem como objetivo orientar comerciantes, informar turistas e valorizar o artesanato biossustentável, reforçando o compromisso do Brasil com a proteção da biodiversidade e com práticas de consumo consciente — temas centrais da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Educação ambiental como eixo central

As ações educativas serão realizadas em pontos turísticos de maior fluxo de visitantes em Belém, com destaque para a Estação das Docas, que contará com atividades de sensibilização conduzidas por educadores ambientais do Ibama voltadas aos visitantes e turistas. Equipes volantes também atuarão no Mercado Ver-o-Peso, promovendo diálogo direto com turistas e comerciantes.

As abordagens terão foco preventivo e orientador, destacando os impactos do uso de partes de animais silvestres na confecção de artesanato e apresentando alternativas sustentáveis oferecidas pela sociobiodiversidade amazônica.

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Equipes do Ibama realizam ação educativa no Aeroporto Internacional de Belém, orientando turistas.

Além dos espaços turísticos, a iniciativa se estende também ao Aeroporto Internacional de Belém, com intensificação das ações educativas durante a chegada dos turistas e visitantes para a COP30. Essa ampliação visa alcançar um público ainda maior, reforçando a mensagem de que proteger a fauna silvestre é também valorizar a cultura e a natureza brasileiras no contexto da Conferência.

De acordo com a coordenação do Cenea, as ações buscam sensibilizar o público e fortalecer a imagem institucional do Ibama, evidenciando o compromisso do Instituto em integrar educação, fiscalização e comunicação como instrumentos de transformação social e proteção da biodiversidade.

Resultados e legado

A experiência da operação “Não Tire as Penas da Vida”, realizada pelo Ibama no Amazonas, inspira a metodologia aplicada em Belém. Durante o Festival de Parintins de 2025, 91% dos participantes afirmaram ter mudado de opinião ou comportamento após interagir com as equipes de educação ambiental, demonstrando o alto potencial transformador das ações de sensibilização quando articuladas à fiscalização e à comunicação institucional.

Com base nesse êxito, o Cenea projeta que a ação em Belém funcione como projeto-piloto de um futuro Programa Nacional de Educação e Fiscalização Ambiental em Proteção da Fauna Silvestre, a ser desenvolvido em parceria com a Dipro e a Diretoria de Biodiversidade e Florestas (Dbflo).

A iniciativa representa um avanço na consolidação de uma estratégia interdiretorial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, unindo educação, fiscalização e conservação da biodiversidade, com apoio da Assessoria de Comunicação Social (Ascom) e das superintendências regionais. Essa integração fortalece a construção de políticas públicas permanentes de conscientização ambiental, ampliando o alcance das ações do Instituto em defesa da fauna e da sociobiodiversidade brasileira.

Integração institucional

A campanha conta também com a colaboração das Superintendências do Ibama no Pará e no Amazonas, além da Assessoria de Comunicação Social (Ascom), que em parceria com o Cenea e a Dipro foi responsável pela produção dos materiais visuais e informativos da ação.

Vídeos institucionais, cartazes multilíngues, materiais gráficos e QR Codes direcionando para página informativa no portal do Ibama serão utilizados para ampliar o alcance das mensagens educativas.

O trabalho conjunto reflete a integração entre comunicação, educação e fiscalização, eixo que tem norteado as ações do Instituto para enfrentar o tráfico de fauna silvestre e promover a valorização da cultura amazônica.

Rumo a um legado permanente

As ações em Belém não se encerram com a COP30. Após o evento, o Cenea coordenará a avaliação dos resultados e a elaboração de um relatório final, que servirá de base para consolidar o modelo de atuação em outras regiões do país, por meio de um Programa Nacional de Educação Ambiental.

Para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a campanha “Leve a Cultura, Deixe a Natureza” representa mais do que uma ação pontual: é um passo estratégico na construção de uma política nacional permanente de educação e fiscalização ambiental, voltada à proteção da fauna silvestre e à valorização do artesanato sustentável brasileiro.


FONTE: Assessoria de Comunicação Social do Ibama



quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Ibama e Receita Federal apreendem quase mil conchas que seriam enviadas ilegalmente para a Itália


Fiscalização no Aeroporto de Fortaleza (CE) identifica remessa com espécies ameaçadas de extinção; empresa foi autuada em mais de R$ 250 mil.

2025-10-22 Mais de 900 conchas de moluscos seriam enviadas para Roma ilegalmente.jpg            Mais de 900 conchas de moluscos seriam enviadas para Roma ilegalmente - Foto: Divulgação/Ibama/CE.

 Em uma operação conjunta realizada no dia 20/10/2025, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Receita Federal apreenderam 972 conchas de moluscos que seriam enviadas ilegalmente para Roma, na Itália, a partir do Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE).

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Conchas apreendidas pelo Ibama foram doadas para instituição de ensino - Foto: Divulgação/Ibama/CE

A ação teve início durante uma fiscalização de rotina da Receita Federal no terminal de cargas do aeroporto, quando os agentes identificaram uma remessa contendo grande quantidade de conchas marinhas. O material não possuía a comprovação de origem exigida para comercialização e exportação legal, o que levou à retenção da carga e ao acionamento do Ibama.

Durante a análise técnica, fiscais do Instituto constataram que as conchas pertenciam a mais de 40 espécies diferentes de moluscos das classes Gastropoda e Bivalvia, incluindo duas espécies ameaçadas de extinção, listadas na Portaria MMA nº 445/2014, que estabelece a lista oficial da fauna brasileira ameaçada.

Como resultado da infração ambiental, a empresa responsável pela remessa foi autuada em R$ 259.160,00, valor correspondente a dois autos de infração emitidos pelo Ibama.

Todo o material apreendido foi destinado a uma instituição de ensino federal, onde será utilizado em atividades de ensino e pesquisa, contribuindo para a formação de novos profissionais nas áreas ambiental e biológica.

De acordo com os servidores do Ibama no estado, a cooperação entre os órgãos é essencial para coibir o comércio ilegal de produtos de origem animal e vegetal. Além de evitar danos ambientais, esse tipo de operação garante que o patrimônio natural brasileiro seja protegido.


FONTE: Assessoria de Comunicação Social do Ibama


segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Ibama inicia uso inédito de unidades móveis de atendimento a animais silvestres



Dois reboques com estrutura para primeiros socorros estarão disponíveis a partir deste mês, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul


Unidade móvel de atendimento a animais silvestres na Supes/MT    Unidade móvel de atendimento a animais silvestres na Supes/MT - Foto: Fernando Augusto/Ibama

 O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) adotará, a partir deste mês de outubro, o uso inédito de unidades móveis de atendimento a animais silvestres. O SamuVet, assim chamado, é um veículo do tipo reboque, feito em modelo próprio para enfrentar áreas de difícil acesso e intempéries, a fim de favorecer a logística de atendimento a animais feridos, por exemplo, em incêndios florestais.

Rodrigo Agostinho, servidores do Ibama e autoridades de outras entidades na entrega do SamuVet
Rodrigo Agostinho, servidores do Ibama e autoridades de outras entidades na entrega do SamuVet – Foto: Fernando Augusto/Ibama
Feitas com recursos do Programa de Conversão de Multas Ambientais, as primeiras unidades irão operar em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul, com foco no Pantanal. Os modelos foram projetados para permanecer em campo pelo maior tempo possível: foram equipados com energia renovável e podem captar água e torná-la utilizável. No projeto, contam ainda com gerador e dois tanques de combustível. O atendimento contará com suporte de médico veterinário.

O SamuVet será usado principalmente pelo Ibama, no âmbito da Operação Arca de Noé, de resgate e manejo de fauna, em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), que assinou documento nessa quarta-feira (1º), em cerimônia realizada na Superintendência do Ibama em Mato Grosso (Supes/MT), com a presença do presidente do Instituto, Rodrigo Agostinho, e de autoridades convidadas da Sema-MT e de outras instituições. O equipamento será compartilhado, também, com entidades parceiras que atuam com a fauna, sob a coordenação do Ibama.

“A ideia é que gente possa popularizar estruturas como essas, talvez não com todos os equipamentos que elas têm, mas pra atuarem nas estradas brasileiras frente aos atropelamentos”, exemplificou o presidente do Ibama, na cerimônia.

Presidente do Ibama no interior do SamuVet entregue em Cuiabá (MT)
Presidente do Ibama no interior do SamuVet entregue em Cuiabá (MT) – Foto: Fernando Augusto/Ibama

Kits veterinários

Em outra frente, o Ibama começou a distribuir kits básicos veterinários de manejo e resgate de fauna. Os primeiros foram entregues à equipe de fauna da Superintendência do Ibama em Mato Grosso do Sul (Supes/MS). O planejamento do Instituto, nesse sentido, envolve também os brigadistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), que serão treinados para utilizar os kits no atendimento à fauna afetada pelos incêndios florestais. Os combatentes do Prevfogo em Mato Grosso do Sul já foram preparados para a atividade de primeiros socorros a animais silvestres.

Os insumos médicos também foram obtidos a partir de recursos de conversão de multas ambientais, meio pelo qual o autuado pode, em vez de pagar multa, investir em projetos ambientais.

Próximo passo

A próxima unidade SamuVet será entregue em 16 de outubro, em evento organizado pela Supes/MS. Na ocasião, também será apresentado o Protocolo de Animais Queimados, documento produzido no âmbito da Diretoria de Biodiversidade e Florestas (DBFlo) que estabelece procedimentos específicos de atendimento a espécimes vítimas de incêndios florestais. 


FONTE: Assessoria de Comunicação Social do Ibama

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Credenciamento da sociedade civil brasileira para integrar a delegação nacional na COP30

 

ÚLTIMO DIA

Candidaturas podem ser apresentadas de 12 a 30 de setembro de 2025, por meio do Portal do Brasil Participativo.

Resultado da seleção será divulgado na primeira quinzena de outubro - Foto: Divulgação/COP30

O Brasil tem histórico em participação social na composição da delegação brasileira e reafirma seu compromisso em assegurar que a delegação nacional reflita a diversidade da sociedade e sua mobilização em torno da justiça climática. Para tanto, está aberto o registro para indicação de interesse quanto ao credenciamento de representantes da sociedade brasileira para integrar a delegação nacional para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30 da UNFCCC), a ser realizada, em Belém-PA, de 10 a 21 de novembro próximo. Os delegados terão acesso à Zona Azul, espaço sob responsabilidade da UNFCCC, onde ocorrem as negociações oficiais, reuniões técnicas e eventos paralelos.

O presente processo contempla os seguintes setores: 

  • Setor Privado (veja os critérios aqui): organizações do setor privado ou associações representativas de setores produtivos.

  • Sociedade Civil (veja os critérios aqui): organizações não-governamentais (ONGs), movimentos sociais, redes, coletivos, povos e comunidades tradicionais, entidades sindicais e instituições acadêmicas.

  • Subnacionais (veja os critérios aqui): representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário dos estados, municípios e do Distrito Federal.

O credenciamento dos povos indígenas será efetuado pelo Ciclo CoParente, conduzido pelo Ministério dos Povos Indígenas. 

Os termos aqui apresentados não se aplicam para o credenciamento de representantes, em nível federal, dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

As candidaturas podem ser apresentadas de 12 a 30 de setembro de 2025, por meio de formulário disponível no Portal do Brasil Participativo, limitado a uma resposta por CPF. O resultado da seleção será divulgado na primeira quinzena de outubro.

A etapa final desse processo, com a confirmação do credenciamento, será realizada diretamente pela UNFCCC por e-mail, com orientações para a retirada das credenciais necessárias para acesso à Zona Azul da COP30.

Ressalta-se que o acesso à Zona Verde, espaço de livre circulação, não estará sujeito a processo de seleção. Mais informações serão oportunamente divulgadas.



(Com informações da Assessoria de Comunicação da COP30)

FONTE: Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Ibama deflagra operação contra o desmatamento ilegal no Pará

 

Em Ipixuna do Pará, foram apreendidas 1.100 estacas de madeira; multas aos infratores chegam a R$ 1 milhão

2025-09-17 1.100 estacas de madeira ilegal foram apreendidas.jpg            1.100 estacas de madeira ilegal foram apreendidas - Foto: Divulgação/Ibama/PA


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informa que, de 8 a 13 de setembro, conduziu a Operação Xapiri-Sarauá, que visou combater o desmatamento na Terra Indígena Sarauá, situada em Ipixuna do Pará (PA). A ação fiscalizatória foi realizada em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

No total, foram embargadas 13 áreas onde ocorria desmatamento irregular e apreendidas e destruídas 1.100 estacas de jarana (Lecythis Lurida). Além disso, foram apreendidos quatro veículos (sendo um caminhão e três tratores) e motosserras, e destruídos fornos de carvão, um trator e um caminhão. Os infratores foram autuados e multados em R$ 1 milhão.

Homologada em 2011, a Terra Indígena Sarauá possui 18 mil hectares e é pertencente ao povo Amanayé, que vive no nordeste do Pará, em Ipixuna do Pará. Reconhecida por sua importância sociocultural e ambiental, abriga populações originárias que mantêm práticas tradicionais profundamente conectadas com os ecossistemas locais.

No entanto, nas últimas décadas, a região vem enfrentando crescentes pressões externas, como o desmatamento ilegal, a exploração não autorizada de recursos naturais e a expansão irregular de fronteiras agropecuárias, comprometendo não apenas a integridade ambiental do território, mas também os modos de vida dos povos indígenas ali presentes.


FONTE: Assessoria de Comunicação Social