terça-feira, 18 de julho de 2017

Governo fortalece gestão costeira no país

Em Florianópolis, gestores analisam sistema 
que promove a segurança da zona litorânea. 
Mais de 45 milhões de pessoas vivem na costa do país.

Para fortalecer a gestão da zona litorânea do país, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizaram nesta semana o 5° Curso de Capacitação do Sistema de Modelagem Costeira (SMC BRASIL). Gestores do Sul e do Sudeste do país avaliaram, em Florianópolis (SC), o sistema que aprimora as análises das obras feitas na costa brasileira e, assim, garante a segurança da área.
O SMC-Brasil é um sistema que trabalha com modelagem e também dispõe de metodologias que produzem informações importantes para o planejamento e a qualificação das tomadas de decisões destinadas ao litoral brasileiro.
O secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental (SRHQ) do MMA, Jair Tannús Junior, explicou que a zona costeira brasileira concentra grande parte da população do país, com cerca de 45 milhões de habitantes. A maioria deles está concentrada nas 16 regiões metropolitanas à beira-mar. “Os riscos de inundação nessas regiões estão fortemente relacionados ao avanço do mar, uma vez que se tratam de ambientes dinâmicos influenciados diretamente por ondas e correntes marinhas”, afirmou.
Segundo ele, o cenário está associado, também, a processos antrópicos (ação humana) que potencializam os efeitos da erosão e, assim, conferem à orla peculiaridades que requerem esforços permanentes para manutenção de seu equilíbrio dinâmico.
AVALIAÇÕES
O curso contou com a participação de cerca de 30 gestores do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O coordenador do projeto SMC Brasil, Antonio H. F. Klein, da UFSC, destacou que o sistema “é um conjunto de metodologias que visam preparar o Estado brasileiro por meio dos seus representantes e servidores para fazer melhores avaliações das obras costeiras implantadas ao longo do litoral do Brasil”. Segundo ele, o foco da 5° edição do curso SMC é fomentar a gestão de políticas e de intervenções estabelecidas para a área.
De acordo com o analista de infraestrutura Diego de Oliveira, do MMA, o curso abordou a execução de políticas e a compreensão dos problemas da zona litorânea. “O objetivo é que estes gestores públicos se capacitem para interpretar minimamente os resultados de uma modelagem customizada para o Brasil, com dados da costa brasileira”, explicou.
Para o professor Alessandro Filippo, vice-diretor da Faculdade de Oceanografia da UERJ, a iniciativa contribui para a instrumentalização da gestão integrada da costa brasileira. “Há várias questões estratégicas que precisam ser trabalhadas. A ideia é multiplicar a formação de recursos humanos com conhecimento nesta ferramenta de gestão”, afirmou.
O Brasil passou a deter competência para gerir a ferramenta do SMC-Brasil após a experiência adquirida pela UFSC, com a articulação do MMA, no que se refere ao arranjo federativo. A partir daí, no fim de 2016, foi celebrado um novo projeto com a UFSC denominado Capacitação de gestores e pesquisadores públicos atuantes na gestão costeira. Já houve cursos em São Paulo, Recife e Brasília. A previsão é que, no fim do ano, seja realizada a sexta edição da capacitação, voltada para gestores do Norte e do Nordeste, em Natal (RN).
O SISTEMA
Em 2010, o Brasil fechou acordo de cooperação técnica com o governo espanhol que viabilizou a troca de experiências para o desenvolvimento de um sistema semelhante ao usado na Espanha, adaptado à realidade brasileira. A medida resultou no desenvolvimento do Sistema de Modelagem Costeira Brasil (SMC Brasil).
Como continuidade dessa iniciativa, o Projeto Transferência de Metodologias e Ferramentas de Apoio à Gestão da Costa Brasileira contribui para uma melhor gestão da costa brasileira, permitindo, entre outros, entender e propor soluções para problemas de erosão que ocorrem em quase 40% da costa brasileira, estudar impactos ambientais, delimitar zonas de domínio público e privado ao longo do litoral permitindo recuperar espaços públicos já ocupados e proteger as populações em áreas de risco.
Este projeto é baseado na transferência de metodologias de modelagem para o gerenciamento costeiro brasileiro, utilizando a ferramenta Sistema de  Modelagem Costeira (SMC) customizada para o Brasil, com dados da costa brasileira.

FONTE: MMA - MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)

POR: Sândyla Brenda - Assessora de Comunicação do INAMA BRASIL


sexta-feira, 30 de junho de 2017

XXI Seminário Nordestino de Pecuária


O Seminário Nordestino de Pecuária – PECNORDESTE é um importante evento do agronegócio promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará – FAEC, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Ceará – SENAR/CE, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará – SEBRAE e pelos Sindicatos dos Produtores Rurais, que durante todos esses anos de realização apresentaram diferentes alternativas de produção e debateram temas relevantes para o Agronegócio Nordestino, buscando, sempre, a melhoria das condições de trabalho e o acesso ao conhecimento pelos produtores rurais e micro e pequenos empresários do meio rural. O XXI Seminário Nordestino de Pecuária será realizado de 06 a 08 de julho, no Pavilhão Leste do Centro de Eventos do Ceará e abordará, diante da possibilidade do 5º ano consecutivo de seca, a problemática da água e sua importância nas atividades agropecuárias e no dia-a-dia do homem do campo, debatendo ideias e propondo alternativas para conviver com a escassez desse bem tão importante para as atividades do agronegócio da Pecuária.
Além da programação técnica, o evento conta com uma área de 5 mil m2 para exposição, onde serão realizados a XXI Feira de Produtos e de Serviços Agropecuários, a VI PECLEITE – Exposição Especializada de Bovinos e Caprinos Leiteiros e a III Galeria dos Garanhões, estimulando a geração de negócios nas áreas de máquinas e equipamentos, animais, insumos, produtos agropecuários, agroindustriais e artesanais, apoiando o setor produtivo na realização de investimentos, na comercialização de produtos, na apresentação de serviços e incentivando às atividades não agrícolas no meio rural, principalmente, o artesanato e o turismo no espaço rural e natural.

 Programação

 

Solenidade de Abertura do XXI Seminário Nordestino de Pecuária
Dia 06 de Julho (Quinta-Feira) – 09h
Local: Auditório 5/6 – Mezanino I – Pavilhão Leste

Programação Técnico-Científica (palestras, mesas redondas, oficinas, minicursos e painéis)
06 de Julho – 13h30min às 18h
07 de Julho – 09h às 12h e 13h30min às 18h
08 de Julho – 09h às 12h e 13h30min às 16h50min
Para participar, é necessário fazer a inscrição e selecionar 1 segmento.

XXI Feira de Produtos e de Serviços Agropecuários
Entrada Gratuita
De 06 a 08 de Julho
Horário de Funcionamento – 11h30min às 21h30min
Local: Pavilhão Leste – Portão D – Entrada por trás da Washington Soares

VI PECLEITE E III GALERIA DOS GARANHÕES
Entrada Gratuita
De 06 a 08 de Julho
Horário de Funcionamento – 08h às 21h30min
Local: Estacionamento do Pavilhão Leste – em frente ao Portão D

FORMATO DO EVENTO
§  Seminários Setoriais, com a participação dos segmentos de apicultura, aquicultura e pesca, artesanato, avicultura, bovinocultura, caprinovinocultura, equinocultura e suinocultura;
§  Seminário Cearense de Palma Forrageira;
§  Oficinas de Capacitação;
§  Seminário Oportunidades de Negócios para o Turismo Rural no Ceará;
§  Seminário de Contabilidade Rural;
§  Encontro Sindical Rural;
§  XXI Feira de Produtos e de Serviços Agropecuários;
§  VI PECLEITE – Exposição Especializada de Bovinos e Caprinos Leiteiros;
§  Galeria dos Garanhões


 PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO ACESSE:  http://pecnordestefaec.org.br/2017/inscricoes/

Comissão Organizadora
Coordenação Geral – Paulo Helder de Alencar Braga
Coordenação Técnico-Científica – Eduardo Mello Barroso
Coordenação Técnica – Eduardo Queiroz de Miranda
Coordenação Financeira – Carlos Bezerra Filho


FONTE:   Site Oficial   -   http://pecnordestefaec.org.br/2017/


Por:   Sândyla Brenda – Assessoria de Comunicação – INAMA BRASIL 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Plano ABC

Tecnologias para pecuária de baixa emissão de carbono serão apresentadas no Ceará

Uma das discussões em fórum, marcado para o dia 7 de julho, será em torno da produção de biogás a partir de dejetos

Novas tecnologias e alternativas para a redução de emissão de carbono serão apresentadas no 1º Fórum sobre Pecuária de Baixa Emissão de Carbono, no próximo dia 7, no PECNordeste 2017 (Seminário Nordestino de Pecuária), em Fortaleza. O fórum realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e da Embrapa acontecerá, depois, nas demais regiões. “Vamos tratar do aproveitamento de resíduos e o consequente aumento de renda dos pecuaristas, estimulando o uso adequado do biofertilizante gerado pela própria atividade”, adianta o consultor do Mapa e médico veterinário, Cleandro Pazinato Dias.
O objetivo é sensibilizar a cadeia produtiva de bovinos de corte e leite para o uso de tecnologias que, além de reduzir emissões propiciem a sustentabilidade, como a gestão racional da água e dos alimentos, a implantação de biodigestores, compostagem e a geração de energia elétrica por meio do biogás produzido a partir de dejetos, inclusive em sistemas confinados. A avaliação sobre a viabilidade de cada projeto em todas as regiões será concluída ainda no segundo semestre deste ano.
O auditor fiscal federal agropecuário do Mapa e coordenador técnico do projeto, Sidney Medeiros, destaca a importância do projeto na contribuição da meta global do Plano Setorial de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas na Agricultura, Plano ABC.
Voltado para produtores, técnicos, acadêmicos e agentes financiadores, o evento no Ceará é resultado de levantamentos realizados por meio do Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: geração de valor na produção intensiva de carne e leite”. Entre os palestrantes, além de Sidney Medeiros, estão os consultores Cleandro Pazinato Dias, Fabiano Coser e o pesquisador da Embrapa, Marcelo Henrique Otenio.



Tayara Beraldi
Assessora de Imprensa
Pecuária de Baixa Emissão de Carbono
Geração de valor na produção intensiva de carne e leite
imprensa@bovinosabc.com.br



FONTE: http://www.agricultura.gov.br


POR: Sândyla Brenda – Assessoria de Comunicação

domingo, 4 de junho de 2017

Aviso de Pauta: Dia Mundial do Meio Ambiente

Ampliação de unidades de conservação e lançamento do programa Plantadores de Rios marcam cerimônia no Palácio do Planalto.  

O presidente da República, Michel Temer, e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciam uma série de medidas em favor da conservação do meio ambiente no Brasil, durante cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. O evento será realizado na segunda-feira (05/06), às 11 horas, no Salão Leste do Palácio do Planalto. 
Uma das iniciativas é a assinatura do decreto presidencial que ampliará a área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, de 65 mil para 240 mil hectares. Também haverá lançamento do programa Plantadores de Rios, que tem por objetivo proteger e recuperar nascentes e Áreas de Preservação Permanente (APP) de cursos d’água.
Após o ato, o ministro Sarney Filho, o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski, e o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará, concedem entrevista coletiva à imprensa.

PAUTA
Comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente 
Dia: Segunda-feira, 05 de junho de 2017
Horário: 11 horas
Local: Salão Leste do Palácio do Planalto, Brasília-DF


Credenciamento de Imprensa deve ser solicitado ao Palácio do Planalto 
Telefones: (61) 3411-1236/1269/1249/1267 – www.planalto.gov.br

  FONTE: Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)



Sândyla Brenda – Assessora de Comunicação – INAMA BRASIL

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Especialistas defendem a camada de ozônio

Profissionais do setor de espumas discutem, em São Paulo, alternativas às substâncias destruidoras da camada de ozônio encontradas no processo industrial.

Cerca de 90 especialistas do setor de isolamento térmico em geladeiras e outros artigos se reúnem  em São Paulo nesta semana (24/05 e 25/05) para o seminário sobre Formulação para Espumas Rígidas de Poliuretano, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).
O encontro foi realizado no contexto do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), que tem como uma de suas metas proibir a importação de HCFC-141b a partir de 1º de janeiro de 2020 para o setor de espumas. O HCFC-141b é uma substância destruidora da camada de ozônio (SDO) e importante insumo para o setor de espumas de poliuretano por seu uso como agente de expansão.
A gerente de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice, destacou que a parceria com o setor privado é fundamental para a implementação do PBH. “Este seminário foi uma oportunidade para nos aproximarmos, principalmente, das pequenas e médias empresas”, afirmou Luduvice.
Segundo ela, para substituir as SDOs, cada empresa deve escolher qual substância melhor se adequa a sua realidade. “Contudo, cabe a nós mostrarmos quais são as alternativas disponíveis atualmente. É nesse contexto que se insere esse seminário, com o objetivo de mostrar quais são essas substâncias e quais suas principais propriedades”, completou Luduvice.

OPORTUNIDADES
A oficial de Programas para Desenvolvimento Sustentável do Pnud, Rose Diegues, afirmou que as discussões ocorrem em um momento-chave para o setor de manufatura de espumas de poliuretano no Brasil diante da futura proibição da importação do HCFC-141b. “Essa nova realidade implicará em uma transição tecnológica permanente que abre desafios para esse setor, mas que também traz consigo inúmeras oportunidades”, explicou.
“Para o setor industrial, esse seminário é fundamental para melhor se informar sobre os processos de formulação das espumas de poliuretano sem utilizar as substâncias que destroem a camada de ozônio”, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Poliuretanos (Abirpur), Orlando Galdino.
A representante da Abiquim no evento, Andrea Cunha, complementou que o encontro, além de permitir que o setor aprofunde conhecimentos no processo de formulação, reforça os compromissos com o PBH.
“Todas as empresas que compõem a Comissão Setorial de Poliuretano tiveram participação importante no evento, com apresentações dos diversos temas relacionados à produção do poliuretano”, afirmou a gerente interina da unidade de implementação e monitoramento do Protocolo de Montreal do Pnud, Ana Paula Leal.
O especialista internacional em espumas de poliuretano do Pnud, Miguel Quintero, concluiu: “Esta foi a primeira vez que a América Latina recebeu um seminário dessa magnitude, que englobasse todos esses aspectos da formulação de espumas rígidas de poliuretano”.

SAIBA MAIS
A camada de ozônio protege a vida na Terra contra radiações ultravioletas, associadas a doenças como câncer de pele e danos à fauna e à flora. Aberto em 1987, o Protocolo de Montreal é um acordo entre 197 países para eliminar gradativamente substâncias nocivas ao ozônio. Entre elas, estão os clorofluorcarbonos (CFCs), antes encontrados em geladeiras, e os HCFCs.
O Brasil aderiu ao Protocolo de Montreal em 1990 e, em 2010, zerou o consumo dos CFCs. Embora tenham menor potencial de degradação da camada de ocônios, os HCFCs também devem ser substituídos na indústria por outros compostos químicos. Além dos equipamentos de refrigeração e ar-condiconado, os HCFCs são usados em produtos com espumas em geral, como colchões, estofados e volantes de carro.




FONTE:  Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)


POR: Sândyla Brenda - Assessoria de Comunicação INAMA BRASIL

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Ibama apreende 17,5 mil litros de agrotóxicos vencidos no oeste da BA



    Agentes do Ibama fiscalizam depósito localizado no oeste da Bahia
    Foto: Ibama
    Foto: Ibama
    Brasília (29/03/2017) – A etapa mais recente da Operação Ceres, realizada pelo Ibama para combater o uso irregular de agrotóxicos no oeste da Bahia, resultou na apreensão de 17,5 mil litros de agrotóxicos vencidos e 367,4 kg de produtos em desacordo com o Decreto 4.074/2002. As multas aplicadas totalizam cerca de R$ 1 milhão.
    Após investigação, uma equipe do Ibama fiscalizou diversas propriedades rurais da região e encontrou produtos vencidos e em desacordo com as normas de segurança. O uso de agrotóxicos irregulares é infração prevista na Lei 9.605/98 e pode trazer danos irreversíveis a para a saúde pública, além de consequências graves para o meio ambiente, contaminando solo, ar e recursos hídricos.
    "A aplicação de agrotóxicos deve ser orientada por um receituário agronômico. Quem emite receita é tão responsável quanto o produtor rural pelo uso de produtos ilegais, que podem ter efeitos devastadores para o meio ambiente, para a saúde humana e para a agricultura”, disse o chefe da Unidade Técnica do Ibama em Barreiras,  Zenildo Eduardo.
    O oeste da Bahia integra a região conhecida como Matopiba, área de aproximadamente 73 milhões de hectares que reúne 337 municípios e abrange o bioma Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Segundo levantamento da Embrapa, existem cerca de 324 mil estabelecimentos agrícolas na região.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    imprensa@ibama.gov.br
    (61) 3316-1015

    Arara-azul-de-lear é devolvida ao Brasil


    Cláudia Brasileiro/ OpenBrasil
    Espécie é endêmica da Caatinga










    Animal traficado foi apreendido na Argentina e chega a
     Guarulhos (SP), nesta quarta-feira (5/4).
     Espécie está em perigo de extinção.

    RENATA MELIGA
    Uma arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), 
    apreendida na Argentina, retorna ao Brasil nesta quarta-feira (05/04),
     após acordo de repatriação que envolveu o Instituto Brasileiro
     do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama),
     Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade 
    (ICMBio), embaixadas e ministérios do Meio Ambiente 
    dos dois países. O animal foi apreendido no bairro de Flores, em
     Buenos Aires, em 2007.
    “É muito importante a gente ter esse intercâmbio com os países
     vizinhos para a conservação das espécies brasileiras ameaçadas.
     Essa é uma das iniciativas e um dos bons resultados que estamos
     tendo em função de outros trabalhos que temos acordado.
     Brasil e Argentina têm uma relação muito positiva na questão
     ambiental”, disse o secretário de Biodiversidade do Ministério do 
    Meio Ambiente (MMA), José Pedro de Oliveira Costa. 
    O diretor do Departamento de Conservação e Manejo de Espécies do MMA, 
    Ugo Vercillo, explica que o governo da Argentina entrou em contato com
     o Brasil para repatriá-lo. No entanto, foi necessário aguardar
     o julgamento do crime ambiental tramitar na justiça da Argentina
     para que a devolução pudesse ser concluída. Nesse período,
     a arara foi custodiada pela justiça no Zoológico de Buenos Aires. 
    “Essa repatriação é um marco. Ela demonstra o interesse e cooperação
     dos dois países para preservação e conservação da espécie”,
     destacou o diretor. 
    Vercillo informa, ainda, que Brasil e Argentina são signatários da
     Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da
     Flora e da Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites),
     que tem como objetivo controlar o comércio de fauna e
     flora silvestres. Para realizar o deslocamento internacional, 
    o Ibama emitiu uma licença Cites. 
    CHEGADA
    O animal chega ao Aeroporto Internacional de São Paulo,
     em Guarulhos, na manhã desta quarta-feira (05/04).
     Em seguida, será encaminhado para a Estação Quarentenária de
     Cananéia (EQC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e
     Abastecimento (MAPA). Depois da quarentena, a arara-azul-de-lear
     segue para o criadouro científico Fazenda Cachoeira, em
     Minas Gerais (MG). 
    A quarentena é obrigatória para todas as aves que chegam 
    ao Brasil, para evitar a entrada de doenças no país. Nesse 
    período, os animais ficam isolados e passam por acompanhamento
     clínico e testes laboratoriais. 
    Segundo a coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e
     Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio), Priscilla
     Prudente do Amaral, “esse indivíduo, em especial, é um macho
     de natureza, muito importante para o plantel. Com sua chegada
     ao Brasil, poderemos pareá-lo com uma fêmea de natureza. 
    Será realizado um agrupamento entre esse macho e três fêmeas,
     para que que o casal se forme naturalmente, aumentando assim
     as chances de reprodução”. 
    ARARA AZUL 
    O Brasil conta atualmente com uma população de 1.358 araras
    -azuis-de-lear na natureza. Endêmica da Caatinga, na região
     conhecida como Raso da Catarina, no nordeste da Bahia,
     a ave está em perigo de extinção. 
    O Cemave é responsável pela Coordenação do Plano de
     Ação Nacional (PAN) para a conservação da arara-azul-de-lear
     e pelo Programa de Cativeiro, que tem como objetivo o manejo
     das aves para o aumento da população cativa. “O PAN identificou
     como principal ameaça a esses animais a perda de habitat e
     recursos, especialmente da palmeira licuri, principal alimento da espécie.
     Esta ameaça é agravada pela retirada de aves da população nativa,
     tanto pelo tráfico de animais silvestres, quanto pelos conflitos
     com a população humana local”, explica a coordenadora do centro.
     Segundo ela, este ano o PAN completa um ciclo de cinco anos e
     será avaliado e reformulado. 
    PROGRAMA DE CATIVEIRO
    Atualmente, 14 instituições, em seis países, participam do Programa
     de Cativeiro: Brasil, Inglaterra, Espanha, Alemanha, República
     Checa e Catar. De acordo com Priscila Amaral, o plantel atual
     conta com 150 indivíduos e a população está em crescimento. 
    “Quase 60% das aves são nascidas em cativeiro, descendentes
     de oito casais oriundos de natureza", informa a coordenadora.
    Cinco instituições já reproduziram a espécie, sendo que quatro
     estão no Programa de Cativeiro: Fundação Parque Zoológico (Brasil),
     Al Wabra Wildlife Preservation - AWWP (Qatar), 
    Harewood House (Inglaterra), e Loro Parque Fundacción (Espanha).  
    O programa conta com apoio de especialistas nacionais e
     internacionais. Entre eles, a pesquisadora Cristina Yumi Miyaki,
     da Universidade de São Paulo (USP), e o curador de aves Juan
     Cornejo, do Jurong Bird Park, em Singapura.

    Assessoria de Comunicação Social do MMA: