segunda-feira, 22 de julho de 2019

Governo regulamenta o Selo Arte, que vai permitir a venda interestadual de alimentos artesanais


Com o Selo Arte, o consumidor terá a segurança de que a produção é artesanal e respeita as características e métodos tradicionais

Governo regulamenta o Selo Arte, que vai permitir a venda interestadual de alimentos artesanais.

A Lei do Selo Arte, que permite a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, como queijos, mel e embutidos, foi regulamentada nesta quinta-feira (18). A certificação é um sonho antigo de produtores artesanais, que poderão acessar mais mercados e aumentar sua renda. Após o presidente da República, Jair Bolsonaro, assinar o decreto, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemorou e afirmou que os produtores não vai mais ficar "confinados" à sua cidade, à sua comunidade.
"Acabou a clandestinidade. Ele vai poder andar pelo Brasil de cabeça erguida e ser conhecido. E teremos, como o Selo Arte, mais identidades geográficas e isso certamente será um incentivo para que surjam mais produtos genuínos de qualidade", disse a ministra. 
A primeira etapa de aplicação do Selo Arte será para produtos lácteos, especialmente queijos. As próximas etapas vão abranger produtos cárneos (embutidos, linguiças, defumados), produtos de origem de pescados (defumados, linguiças) e produtos oriundos de abelhas (mel, própolis e cera).
Além do decreto que regulamenta a Lei do Selo Arte, foram assinadas a normativa do logotipo do Selo e duas instruções normativas que tratam da aplicabilidade do decreto. Uma delas traz o regulamento técnico de boas práticas para produtos artesanais lácteos e a outra diz respeito aos procedimentos para a certificação do Selo Arte. As instruções normativas devem ficar em consulta pública por 30 dias.
"Com essas mudanças legais, fica permitida, portanto, a comercialização interestadual de alimentos produzidos de forma artesanal. As mercadorias serão fiscalizadas pelos órgãos estaduais e deverão seguir as boas práticas agropecuárias e sanitárias", explicou a Tereza Cristina. 
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também exaltou a regulamentação do Selo Arte. “A partir do Selo Arte, o pequeno produtor artesanal vai poder levar seus produtos aos melhores mercados, e o limite dessa participação é onde ele for capaz de chegar com a qualidade do seu produto", disse.     
Outro a discursar no evento, foi  o presidente da Associação de Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), João Carlos Leite. Ele considerou que a assinatura do decreto é um reconhecimento que é possível produzir alimentos agro artesanais com segurança e de alto valor agregado. Leite também afirmou que os produtores querem "usar esse momento para olhar o futuro, para superar as dificuldades diárias e vencer aquele sentimento de vergonha e miudeza, que só as 180 mil famílias que atualmente vivem da produção do agro artesanato sabem o que é". 

Lei
A Lei do Selo Arte (13.680/2018), publicada em junho do ano passado, modifica uma legislação de 1950, que trata da inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal. Com a mudança, fica permitida a comercialização interestadual de produtos alimentícios produzidos de forma artesanal, com características e métodos tradicionais ou regionais próprios, empregadas boas práticas agropecuárias e de fabricação, desde que submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos estados e do Distrito FederalA lei é de autoria do Deputado Federal Evair de Melo (PP-ES) e a elaboração do modelo do Selo contou com a parceria do Sebrae.
Atualmente, a comercialização de produtos artesanais é limitada ao município ou estado em que o alimento é feito e inspecionado. Com a regulamentação, os produtos poderão ser vendidos em diferentes estados, desde que tenham o Selo Arte. A mudança irá beneficiar milhares de produtores artesanais, garantindo acesso ao mercado formal e a agregação de valor dos produtos agropecuários.
A estimativa é que 170 mil produtores de queijos artesanais no Brasil sejam beneficiários diretos da regulamentação neste primeiro momento.
Para a ministra, este é um anseio de toda cadeia de produtos artesanais brasileiros. “É uma iniciativa muito esperada e que está sendo comemorada em todos os recantos desse país. Não só pelos produtores, mas pelos consumidores também, que passam a ter acesso facilitado a essas iguarias, com a segurança de que está comprando um produto de qualidade, fiscalizado pelos órgãos estaduais”, disse a ministra Tereza Cristina.
O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, destaca que o Selo Arte vai representar a emancipação do pequeno produtor e do produtor artesanal. “Com isso, agora ele terá todo o território nacional para poder vender o seu produto. E o consumidor terá uma ampla variedade de produtos para escolher a partir de agora, ou seja o produtor ganha e o consumidor ganha”, diz.

Consumidores
Com o Selo Arte, o consumidor terá a segurança de que a produção é artesanal, e respeita as características e métodos tradicionais. Os produtos serão fiscalizados pelos órgãos estaduais e deverão seguir as boas práticas agropecuárias e sanitárias.
O diretor do departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas do Ministério da Agricultura, Orlando Melo de Castro, explica que o Selo Arte vai beneficiar os produtores, que terão acesso a mais mercados, e também os consumidores.
“Antes, não havia uma regulamentação que previa o comércio fora do estado. Tendo o selo arte, ele poderá comercializar em todo o território nacional. Isso é um ganho para o produtor e para o consumidor, que vai comprar um produto sabidamente fiscalizado, que tem controles na legislação, tanto na questão da produção do leite como no processo de fabricação. Isso é uma garantia e uma segurança para o consumidor, que vai encontrar esses produtos em diferentes praças do país”, diz Castro.
Ele lembra também que essa certificação já é uma prática comum em países na Europa, como Itália, França e Espanha, com alta valorização dos produtos. “O ganho é muito significativo para o produtor em termos de preço e também de legalização do seu produto no mercado. Passa a ser uma possibilidade para pequenas famílias de produtores terem alta renda oriundo da sua produção de leite, o que hoje é muito difícil”, explica.
O secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Fernando Mendes, também destaca que o Selo Arte abre novas oportunidades para os trabalhadores rurais e garante a qualidade dos produtos, que serão fiscalizados segundo as normas vigentes de vigilância.
“O Selo Arte representa enorme avanço ao permitir o acesso ao mercado de produtos alimentícios artesanais diferenciados e com atributos próprios de qualidade, gerando inúmeras oportunidades de emprego e renda no campo. Ao consumidor, o selo representa a segurança do produto, uma vez que atesta que o processo de fabricação foi submetido ao controle do serviço de inspeção oficial”, disse Mendes.

Características
Os produtos alimentícios identificados com o Selo Arte deverão ser feitos com matérias-primas de origem animal produzidas na propriedade ou com origem determinada e os procedimentos de fabricação devem ser predominantemente manuais. Além disso, deverão ser adotadas boas práticas de fabricação, para garantir a produção de alimento seguro ao consumidor, e boas práticas agropecuárias, contemplando sistemas de produção sustentáveis.
Por ser caracterizado pela fabricação individualizada e genuína, o produto artesanal poderá ter variabilidade sensorial entre os lotes. Na produção artesanal, a composição e o processamento seguem receitas e técnicas tradicionais de domínio dos manipuladores e o uso de ingredientes industrializados deve ser restrito ao mínimo indispensável por razão de segurança, não sendo permitida a adição de corantes e aromatizantes artificiais.
Além da comercialização interestadual de produtos, a regulamentação do Selo Arte vai diminuir a burocracia para o registro e comercialização de produtos artesanais e facilitar a identificação e o reconhecimento dos produtos através do selo.

 Inspeção
O Ministério da Agricultura vai estabelecer os critérios para a comercialização interestadual desses produtos, garantindo o cumprimento das exigências sanitárias e dos requisitos de excelência de produção artesanal, que evidenciam o vínculo cultural e territorial.
Os estados e o Distrito Federal ficarão responsáveis pela concessão do Selo Arte e pela fiscalização desses produtos, cabendo ao Ministério da Agricultura coordenar a implementação da política e realizar a gestão do sistema de concessão e controle do Selo. Cada selo terá um número de rastreabilidade que permitirá ao consumidor identificar o nome do produtor, data e local de fabricação do produto.
“O Mapa vai orquestrar toda a engrenagem, realizando o fomento de boas práticas, incentivando a produção artesanal. Também vai aconselhar e dar capacitação por meio da Embrapa e de parceiros como o Sistema S e as escolas. O Mapa tem todo o interesse de favorecer a produção artesanal no Brasil”, diz Fernando Camargo.

 FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Sândyla Brenda - Assessoria Jurídica


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Acordo Mercosul - UE prevê eliminação de tarifas para diversos produtos agrícolas do Brasil

Serão zerados tributos para suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. A ministra Tereza Cristina destacou que os produtores brasileiros de inúmeros setores ganharão com aumento de vendas ou redução de tarifas.     

Ministros do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e das 28 nações da União Europeia firmaram nesta sexta-feira (28), em Bruxelas, acordo comercial histórico, aguardado há mais de 20 anos.
Em entrevista à imprensa, após o anúncio do acordo, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que produtores rurais brasileiros, de frutas a carnes, serão beneficiados com o tratado comercial. Segundo ela, os ganhos serão para todos, europeus e sul-americanos, em aumento de vendas ou com redução de tarifas, que ocorrerão de forma gradual.  
“Não existe acordo em que um só ganha. É claro que ganhamos em algumas coisas mais, outras menos", ressaltou.
O acordo prevê a eliminação da cobrança de tarifas para suco de laranja, frutas (melões, melancias, laranjas, limões e outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. Atualmente, 24% das exportações brasileiras entram na UE livres de tributos. Com o acordo, o fim das tarifas de importação chegará a quase 100% das exportações do Mercosul. O restante terá acesso ao mercado europeu por meio de cotas exclusivas e redução parciais de tarifas, que serão adotadas de forma gradual.
Durante a entrevista, a ministra recebeu telefonema do presidente Jair Bolsonaro, que está em Osaka (Japão) na reunião do G20, parabenizando toda a delegação brasileira pela conclusão do tratado. "Foi uma feliz coincidência com o trabalho de todos e hoje temos esse acordo histórico depois de 20 anos", disse a ministra, ao informar que o presidente citou também o trabalho do ministro Paulo Guedes (Economia).  

- ASSISTAM O VÍDEO: Ministra Tereza Cristina comemora acordo entre Mercosul e União Europeia


O ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, prevê que os efeitos do livre comércio entre os blocos serão positivos não apenas na agricultura, mas também para a indústria e o setor de serviços. "A União Europeia entendeu a importância de concluir um acordo com o Mercosul. Isso reflete que o Mercosul não é um parceiro qualquer", ressaltou.

Já o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, diz que o acordo ajuda a abrir a economia brasileira e incrementar a participação do comércio exterior no PIB. “Esperamos um aumento significativo da corrente de comércio exterior. Outro fator é que, como o nosso mercado era muito protegido, o Brasil ficou muito distante das cadeias globais de produção".
O texto integral do acordo deve ser divulgado neste sábado (29), em Bruxelas. Após revisão técnica e jurídica, o próximo passo é assinatura pelos blocos. Depois, os parlamentos europeu e dos países do Mercosul precisam aprovar o acordo. Em seguida, a ratificação é feita pelos governos dos países envolvidos.

Repercussões
Em entrevista coletiva após a reunião que culminou no fechamento do acordo, a comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, disse que o acordo não tem precedentes em termos de economia com tarifas e adiantou que as empresas economizarão quatro vezes mais com as operações de fronteira.

“Este é um acordo histórico. O acordo que firmamos hoje cobre mais de 760 milhões de pessoas de dois continentes que estão juntos em espírito de abertura e cooperação”, disse, acrescentando que 60 mil empresas europeias já fazem negócio com países do Mercosul com investimentos da ordem de 400 bilhões de euros e o acordo poderá dar um impulso a agropecuária.
O Comissário para Agricultura e Desenvolvimento Rural da União Europeia (UE), Phil Hogan, disse que foram feitas significativas concessões para assegurar um acordo “equilibrado, compreensivo e ambicioso”. “Depois de exatos 20 anos, estou satisfeito com o que alcançamos. É um acordo equilibrado que atende às expectativas”. Ele destacou que o acordo garante segurança para agricultores e produtores de ambos os continentes. As negociações tiveram início em 1999. Foram interrompidas em 2004 e retomadas em 2010.
O chanceler argentino, Jorge Faurie, disse que o acordo mostra o comprometimento com a integração, o multilateralismo e a abertura de mercados. “Nesta negociação pudemos mostrar ao G20 que há dois blocos de países muito capazes de superar as diferenças, atender às necessidades e trabalhar juntos em benefício das pessoas dos dois continentes”.

Veja o que prevê o acordo
- Eliminação da cobrança de tarifas para suco de laranja, frutas (melões, melancias, laranjas, limões e outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais.
- Exportadores brasileiros de vários setores terão acesso preferencial (por meio de cotas exclusivas e reduções parciais de tarifas): carnes (bovina, suína e de aves), açúcar, etanol, arroz, ovos e mel.
 - Foram reconhecidos como distintivos do Brasil: cachaças, queijos, vinhos e cafés. Isso significa que a identidade desses produtos será protegida no território europeu.
- O acordo não prevê uso de salvaguardas agrícolas especiais, o que preserva os interesses dos produtores brasileiros.
- Empresas brasileiras terão tarifas de exportação eliminadas para 100% dos produtos industriais.
- Empresas brasileiras poderão participar de licitações da União Europeia, um mercado estimado em US$ 1,6 trilhão.
- Redução dos custos e agilidade nos processos de importação, exportação e trânsito de bens.
- Produtores brasileiros poderão acessar insumos de alta tecnologia com preços menores.
- Consumidores terão acesso a maior diversidade de produtos a preços competitivos.
Efeitos do acordo para o Brasil
- Acordo Mercosul-UE aumentará o PIB brasileiro em US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões se consideradas a redução das barreiras não-tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos fatores de produção. A estimativa é do Ministério da Economia.
- Investimentos no Brasil, em 15 anos, devem crescer da ordem de US$ 113 bilhões.
- Exportações brasileiras terão ganho de quase US$ 100 bilhões até 2035.
 - Em 2018, o Brasil registrou comércio de US$ 76 bilhões com a UE e superávit de US$ 7 bilhões. As exportações agrícolas brasileiras para a União Europeia chegaram a US$ 13,6 bilhões, no ano passado. O farelo de soja lidera a lista (US$ 3,4 bilhões). As importações do Brasil resultaram em US$ 2,2 bilhões, principalmente de azeite (US$ 362,5 milhões) e vinhos (US$ 156,6 milhões) dos europeus.

Mercosul-UE
- A União Europeia é o segundo parceiro comercial do Mercosul e o primeiro em investimentos. O Mercosul é o oitavo principal parceiro comercial extrarregional da UE.
- Mercosul e UE têm um mercado, conjunto, de 780 milhões de pessoas. Os dois blocos representam, somados, PIB de cerca de US$ 20 trilhões, cerca de 25% da economia mundial.
- Em 2018, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) entre Mercosul e União Europeia resultou em US$ 94 bilhões, conforme estatísticas internacionais de comércio.
- Em 2017, o estoque de investimentos da UE no bloco sul-americano somava cerca de US$ 433 bilhões.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente

Sândyla Brenda - Assessoria Jurídica do INAMA

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Mapa busca medidas preventivas para conter monilíase do cacaueiro no país



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está trabalhando para evitar a chegada da monilíase, causada pelo fungo Moniliophthora roreri, às plantações brasileiras. Apesar de ser ausente no Brasil, relatos da presença da praga em diversos países da América Latina gera risco ao país. Para isso, o Departamento de Sanidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária promoveu reunião em Belém (PA), com objetivo de redefinir as estratégias de vigilância nas áreas de risco, principalmente nas regiões de fronteira do Brasil com os países onde a praga já se encontra presente.
A monilíase é uma doença devastadora que afeta plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.
“A entrada desta praga no Brasil traz grandes riscos à competitividade do cacau junto ao mercado nacional e internacional”, explica a coordenadora-geral de Proteção de Plantas da Secretaria de Defesa Agropecuária, Graciane Castro, que reforça a importância das ações de prevenção, educação fitossanitária, contenção e controle.
Os possíveis pontos de entrada da monilíase no Brasil são: Fronteira Amazonas: Letícia (Colômbia), Tabatinga e Benjamin Constant por meio do trânsito fluvial no rio Solimões e afluentes como Içá e Japurá; Fronteira seca entre Roraima e Santa Helena (Venezuela) em Pacaraima; Fronteira Acre e Peru via fluvial pelos rios Ucayali e Breu; e Fronteira tríplice Acre, Peru e Bolívia pela Rodovia BR 317. “Este último ponto de entrada é considerado pelo Mapa como de altíssimo risco, devido ao trânsito de passageiros e cargas por via rodoviária”, observa Graciane Castro.
Participaram da reunião representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), das Superintendências Federais de Agricultura dos Estados do Acre, Amazonas e Pará, da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará),  da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF), da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), do Departamento de Fitopatologia da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Técnica de Manabí (UTM), do Equador.
Como resultado, foram iniciadas ações com vistas à atualização das rotas de risco na região do Norte do país e redefinição das estratégias de prevenção para a entrada da praga no Brasil.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Sândyla Brenda - Assessoria Jurídica do INAMA

terça-feira, 4 de junho de 2019

SEMANA DO MEIO AMBIENTE

Programação prevê atividades em todo o país

Ponto alto será na quarta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente, com eventos no Araguaia (GO) e na sede do MMA, em Brasília
Crédito: Arte/Ascom MMA
         Durante esta semana, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e suas autarquias – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) – realizam atividades para marcar a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, que será comemorado nesta quarta-feira, 5 de junho.
   As atividades começam nesta segunda-feira (3) com a publicação da Chamada Pública para a 10ª Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente do Circuito Tela Verde (CTV). O CTV promove regularmente a Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente, que reúne vídeos com conteúdo socioambiental para serem exibidos em todo território nacional e em algumas localidades fora do país.
   O objetivo é divulgar e estimular atividades de educação ambiental, por meio da produção audiovisual independente, bem como atender a demanda de espaços educadores por materiais pedagógicos multimídias. Os interessados em participar podem enviar seus vídeos até o dia 2 de agosto. Para saber mais sobre o programa Tela Verde e ter acesso à chamada pública, clique no link imediatamente abaixo.



   O ponto alto das comemorações será no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, com o lançamento oficial do Projeto “Juntos pelo Araguaia”. O evento deve contar com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, dos ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) e dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Mauro Mendes (Mato Grosso).
    A solenidade será realizada, de manhã, às margens do rio Araguaia, entre as cidades de Aragarças (GO) e Barra do Garças (MT). O cantor sertanejo Chitãozinho, da dupla com Xororó, embaixador do projeto, também deverá comparecer ao evento.
     O projeto “Juntos pelo Araguaia” prevê ações de recomposição florestal, conservação de solo e água, além de ações de saneamento nos municípios goianos envolvidos por iniciativas de engajamento social junto aos proprietários rurais e setores públicos e privados que têm atuação na região, buscando o desenvolvimento sustentável para todos.

QUALIDADE DO AR 
   À tarde, o ministro Ricardo Salles participa na sede do ministério, em Brasília, do evento de lançamento do projeto da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar, da campanha Respire Vida e da publicação “15 Medidas para melhorar a qualidade do ar nos municípios”, em parceria com a ONU Meio Ambiente, a OPAS/OMS (Organizações pan-americana e mundial de saúde) e o Ministério da Saúde (Confira a programação completa no Serviço no final da matéria).
   A iniciativa tem relação direta com o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano, que é Poluição do ar. Durante o evento, haverá exposição da Estação de Monitoramento da Qualidade do Ar e exibição de dois vídeos – um sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente e outro de lançamento da campanha “Respire Vida”.
   A campanha tem o objetivo de mobilizar as cidades para proteger a saúde das pessoas e do planeta dos efeitos noviços da contaminação do ar. A medida conta com a participação de especialistas em saúde pública e meio ambiente que deverão compartilhar e divulgar soluções para o problema da poluição do ar como apoio aos objetivos globais de desenvolvimento.

A3P
  Também na quarta-feira, estão previstos o lançamento do portal da A3P, a Agenda Ambiental na Administração Pública, e a abertura das inscrições para as instituições públicas interessadas em concorrer ao 8º Prêmio Melhores Práticas de Sustentabilidade na Administração Pública, o Prêmio A3P. As inscrições vão de 5 de junho a 16 de dezembro deste ano.
   Promovido a cada dois anos pelo Programa A3P do MMA, o prêmio busca reconhecer o mérito de iniciativas dos órgãos que contribuem para a sustentabilidade ambiental das atividades públicas, além de estimular a implementação de ações inovadoras de gestão ambiental, que contribuam para a melhoria do ambiente organizacional e do meio ambiente.
   Nesta edição, o prêmio será oferecido nas categorias Gestão de Resíduos, Uso Sustentável dos Recursos Naturais, Inovação na Gestão Pública, Destaque da Rede A3Pe e a categoria especial Combate ao Lixo no Mar. A portaria com todos os detalhes será publicada no dia 5, no Diário Oficial da União (DOU).

SALA VERDE
    A quarta-feira reserva uma outra novidade: o lançamento do portal na internet do Projeto Sala Verde. O projeto incentiva a implantação de espaços socioambientais para atuarem como centros de informação e formação ambiental, as chamadas Salas Verdes. Elas funcionam vinculadas a uma instituição pública ou privada, que pode se dedicar a projetos, ações e programas educacionais voltados à questão ambiental.
   O portal trará informações sobre o projeto, o funcionamento das salas e as ações desenvolvidas junto com os parceiros nos estados. É uma forma de tornar o Sala Verde mais acessível a um maior número de pessoas.

NOS ESTADOS
   Paralelamente às ações do ministério, o Ibama e o ICMBio realizarão durante a semana atividades em Brasília e nas suas unidades descentralizadas por todo o país para celebrar a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente.
   Boa parte das atividades programadas pelo Ibama terão lugar nas superintendências estaduais. No JBRJ, as comemorações se concentram na sua sede, no Rio.
   As atividades em unidades de conservação e centros de pesquisa do ICMBio, que ocorrem em sua maioria nos estados, vão constar de passeios ecológicos, plantio de espécies nativas, passeios ciclísticos, educação ambiental, reuniões, exposições e oficinas sobre a proteção da rica biodiversidade brasileira, entre outras.

SERVIÇO:
COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE NO MMA
        Lançamento do Projeto da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar, da campanha Respire Vida e da publicação 15 Medidas para melhorar a qualidade do ar nos municípios

Dia: 5 de junho
Hora: a partir das 15h
Local: Edifício sede do MMA, em Brasília (Esplanada dos Ministérios, Bloco B), Auditório Ipê Amarelo

15h – Abertura com exibição de Vídeo Dia Mundial do Meio Ambiente
15h05 – Abertura Solene
. Representante da ONU Meio Ambiente, Denise Hamú
. Representante da OPAS/OMS, Socorro Gross
. Representante do Ministério da Saúde
. Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
15h40 – Lançamento do Projeto da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar – ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
. Exposição da Estação de Monitoramento da Qualidade do Ar
. Assinatura do Protocolo de Intenções para implementar a Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar entre o Ministério do Meio Ambiente e a Companha Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)
15h50 – Apresentação de vídeo, Lançamento da Campanha Respire Vida e Lançamento da publicação “15 Medidas para melhorar a qualidade de ar nos municípios” – representante da OPAS/OMS
16h: Painel sobre o tema Qualidade do Ar: Saúde para nós e para o nosso planeta
. Qualidade Ambiental Urbana: Qualidade do ar – Secretário de Qualidade Ambiental do MMA, André França
. Poluição do ar e saúde infantil – Pedro Hartung, Instituto Alana
. Gestão da Qualidade do Ar: Planejamento, prevenção e controle – Carlos Roberto dos Santos, Cetesb
. Etanol: Uma revolução urbana – Evandro Gussi, Única
. Poluição do ar: O que pode ser feito – Fabio Feldman, ambientalista.


FONTE: Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Sândyla Brenda - Assessoria Jurídica - INAMA

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Ibama apreende 2 mil m³ de madeira ilegal no PA

Operação, em parceria com a PM Ambiental, flagrou movimentação dos infratores no interior de terras indígenas na região da Transamazônica

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Polícia Militar Ambiental do Pará, apreendeu nessa terça-feira (21) cerca de 2 mil metros cúbicos de madeira sem origem legal em serrarias de Uruará (PA), às margens da Rodovia Transamazônica (BR-230), durante operação de combate à exploração ilegal de madeira em terras indígenas no estado.
    A partir de imagens de satélite de alta resolução, agentes ambientais identificaram movimentação de madeira ilegal nas Terras Indígenas (TIs) Cachoeira Seca e Arara. A ação criminosa foi interceptada pela fiscalização. Os infratores exploravam e transportavam madeira sem licença ambiental. Por meio de geointeligência, também foram identificadas 600 toras em empresas sem licença do órgão competente.
    Os infratores estão sujeitos a multa, apreensão de bens e embargo das atividades ilegais.
    Em fiscalização realizada na região de Placas (PA) em abril, também às margens da BR-230, o Ibama já havia apreendido 795,27 metros cúbicos de madeira em tora e 471 metros cúbicos serrados e beneficiados de espécies como ipê, maçaranduba e jatobá, cujo valor comercial total ultrapassa R$ 5 milhões.
   Parte da madeira apreendida foi doada para prefeituras da região e será destinada a programas sociais.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Sândyla Brenda - Assessoria Jurídica do INAMA

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Após reunião em Pequim, Brasil espera habilitação de 78 frigoríficos


Tereza Cristina e administrador-geral das Aduanas da China, Ni Yuefeng, acordaram envio de informações sobre estabelecimentos brasileiros dentro de uma semana
Após reunião da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o administrador-geral de Aduanas da China, Ni Yuefeng, o Brasil tem expectativa de 78 frigoríficos receberem autorização para exportar ao mercado chinês.
Na reunião desta quinta-feira (16), em Pequim, ficou fechado que, dentro de uma semana, a equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento irá encaminhar às autoridades chinesas informações finais sobre os estabelecimentos (carnes bovina, suína e de aves), já que os formulários preenchidos pelas empresas estão sendo revisados pelo Mapa.
“Estamos preparados para ampliar a nossa oferta de proteína animal com qualidade ao mercado chinês sem deixar de cumprir os requisitos sanitários previstos no nosso protocolo bilateral”, disse a ministra.

Habilitação contínua
Os dois países também irão estudar processo contínuo de habilitação das empresas, principalmente do setor de carnes. A delegação chinesa pediu agilidade na resolução de pendências dos registros para exportação de pescados e pera. Em troca, o Brasil quer vender melão.
“Quero aumentar substancialmente a confiança mútua nos nossos respectivos sistemas sanitários de inspeção e de quarentena para que novas habilitações de estabelecimentos ocorram de maneira célere e simplificada no futuro”, afirmou Tereza Cristina. 
Ni Yuefeng informou que, no segundo semestre, um comissário virá ao Brasil para trabalhar constantemente com o governo federal e empresas nas questões sanitárias e de quarentena. O comissário ficará na embaixada chinesa para facilitar o diálogo com a equipe do ministério.
Em visita em 2018, técnicos chineses vistoriaram 11 frigoríficos - um foi reprovado e dez tiveram de fornecer informações adicionais. Para o encontro em Pequim, solicitaram ao Brasil a lista dos estabelecimentos autorizados a vender para a União Europeia, que totalizam 33.
Além dessa lista, a comitiva brasileira levou dados sobre estabelecimentos inspecionados, mas que não são habilitados para a União Europeia; lista de produtores de suínos habilitados para outros mercados exigentes como Estados Unidos e Japão e produtores de bovinos, aves e asininos habilitados para outros mercados exigentes, com exceção da União Europeia.
"Seria muito importante que caminhássemos com muitas habilitações, não só das proteínas animais, mas também outros assuntos sobre farelos, leite e frutas. Gostaria que essa parceria fosse constante e também os assuntos do governo chinês, como peixe e frutas. Todos os assuntos bilaterais que temos em andamento”, disse a ministra.

 Exportadores de carnes
O vice-presidente e diretor de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse que a meta é buscar o processo contínuo de habilitação dos frigoríficos. “Celebrar a vitória de construir um método. Não adianta selecionar só alguns”, afirmou Santin, que integra a comitiva brasileira na China.
O presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, avaliou que as negociações foram conduzidas com “maestria” pela ministra. Ele sugeriu maior interação entre o ministério e o setor para o preenchimento dos formulários a serem enviados ao governo chinês.
Para a ministra, a reunião com o chefe da Aduana foi um sucesso. “Saio satisfeita com o encaminhamento. Se fecharmos datas, prazos e metodologia, será mais fácil para nós e para eles”, destacou.

FAO
Tereza Cristina reiterou apoio do Brasil ao vice-ministro da Agricultura do país, Qu Dongyu, candidato para o comando da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). “O Brasil vai anunciar seu voto para o candidato da China à presidência da FAO”, destacou. 
A eleição deve ocorrer durante conferência da organização, em Roma, em junho.

Vietnã
Após reuniões na China, a comitiva seguiu para etapa no Vietnã.

LINK DO VÍDEO DA ENTREVISTA: https://www.youtube.com/watch?v=Nadwpz56SE4


FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Sândyla Brenda - Assessoria Jurídica do INAMA




quarta-feira, 8 de maio de 2019

Governo divulga o cronograma de liberação do orçamento para o Programa de Seguro Rural

A liberação mensal dos recursos ocorrerá até o mês de novembro e deverá beneficiar cerca de 65 mil produtores                   

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anuncia nesta quarta-feira (8) o cronograma de liberação do orçamento para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2019. Do valor total a ser liberado, R$ 125 milhões serão destinados para as culturas de inverno, como o milho safrinha e trigo, R$ 160 milhões para as culturas da soja, milho, arroz, feijão e café, R$ 64 milhões para as frutas, R$ 1 milhão para a pecuária e R$ 20 milhões para as demais culturas.
   “Apesar do bloqueio de 38% ocorrido no orçamento do Ministério, conseguimos preservar o valor executado no ano passado, o que representa redução de 16% do total previsto para este ano”, afirmou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio.
   De acordo com o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola, o ministério buscará desbloquear o orçamento ao longo do ano e executar integralmente o valor aprovado na Lei Orçamentária Anual para 2019, que totaliza R$ 440 milhões.
   O cronograma foi aprovado durante a última reunião do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR) realizada no dia 30 de abril. O cronograma será publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7), por meio de resolução do comitê.

FONTE: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Sândyla Brenda - Assessoria Jurídica do INAMA