sexta-feira, 6 de junho de 2025

Ibama lança campanha “Se não é livre, eu não curto” contra o tráfico de animais silvestres nas redes sociais

 

Juntos, podemos combater a tráfico de animais silvestres


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 Em 22 de maio, Dia Mundial da Biodiversidade, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em parceria com o WWF-Brasil, lançou a campanha “Se não é livre, eu não curto”. A iniciativa visa conscientizar a população sobre o papel das redes sociais na promoção do tráfico de animais silvestres, destacando os impactos negativos da exposição de animais em ambientes domésticos.

Redes sociais e o estímulo ao tráfico

Entre 2015 e 2021, foram apreendidas cerca de 13 milhões de espécimes de fauna e flora silvestres em 162 países, segundo o Relatório Global sobre Crimes contra Espécies Silvestres. As redes sociais contribuem para esse cenário ao associar prestígio a usuários que compartilham imagens de animais silvestres em ambientes domésticos, muitas vezes forçados a comportamentos humanos.

Se não é livre, eu não curto
Se não é livre, eu não curto

A diferença entre animais silvestres e domesticados

Muitas pessoas desconhecem as diferenças entre animais silvestres e domesticados. Enquanto os domesticados estabeleceram relações com humanos ao longo de séculos, os silvestres necessitam de seu habitat para sobreviver. A posse irresponsável de animais silvestres coloca em risco a vida do animal e a segurança das pessoas, além de contribuir para o tráfico desses e até a morte desses animais.

O papel da juventude conectada

A coordenadora-geral de Gestão e Monitoramento do Uso da Fauna e da Biodiversidade Aquática do Ibama, Graciele Gracicleide Braga, destaca que a juventude brasileira, especialmente a conectada às redes sociais, é o principal público consumidor de animais silvestres como pets. “Esses jovens, em busca de originalidade e visibilidade digital, são atraídos por espécies exóticas e diferentes, muitas vezes compartilhando suas aquisições em plataformas digitais para ganhar curtidas”, afirma.

Resultados positivos na reabilitação

Em 2023, mais de 30 mil animais silvestres foram soltos após passarem por reabilitação nos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama. Esses centros desempenham papel crucial na recuperação e reinserção de animais em seus habitats.

Sobre o Projeto Pró-Espécies

O projeto é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) como agência implementadora e o WWF-Brasil como agência executora. Já a campanha é coordenada pelo Ibama no âmbito de combate à caça, pesca, extração ilegal e tráfico de espécies silvestres do projeto Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção - Pró-Espécies: Todos contra a extinção.

Participe da campanha

O Ibama convida todos a refletirem sobre o conteúdo que consomem e compartilham nas redes sociais. Evite interações com postagens que exploram animais silvestres em ambientes domésticos e denuncie práticas ilegais. Juntos, podemos combater o tráfico de animais e preservar a biodiversidade. Denuncie anonimamente pela Linha Verde do Ibama: 0800 061 8080.


FONTE: IBAMA

terça-feira, 20 de maio de 2025

Gripe aviária: veja informações e orientações à população

 

O governo do Estado reuniu algumas informações para responder aos principais questionamentos da população


Card em fundo cinza, no qual está escrito Agricultura ao centro, logo abaixo de um ícone que representa uma plantação com um trator sobre ele do lado direito e um ícone de uma planta florescendo do lado esquerdo. No canto inferior direito está a logomarca utilizada pela gestão 2023-2026 do governo do Rio Grande do Sul.
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A confirmação, na sexta-feira (16/5), do foco de influenza aviária no Rio Grande do Sul, tem gerado dúvidas gerais sobre a doença. O governo do Estado reuniu algumas informações para responder aos principais questionamentos da população. 

Os casos confirmados foram em uma granja avícola de reprodução, em Montenegro, e em aves silvestres no Zoológico de Sapucaia do Sul. É o primeiro caso da doença em aves comerciais do Brasil. No plano global, a circulação do vírus ocorre desde 2006, principalmente na Ásia, África e no norte da Europa. Ao longo desses 20 anos, portanto, o Brasil conseguiu evitar a entrada da enfermidade na avicultura comercial.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou estado de emergência zoossanitária por 60 dias em Montenegro, na área que abrange dez quilômetros ao redor do local onde houve a detecção. A abrangência da área poderá ser alterada pelo Mapa, de acordo com a evolução das investigações epidemiológicas e dos trabalhos de vigilância zoossanitária animal em execução. 

Perguntas e respostas

1. Há risco de contaminação para os seres humanos?

O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves ou mamíferos infectados, vivos ou mortos. A infecção pode acontecer pelo contato direto ou indireto com aves infectadas, por meio de aerossóis, secreções respiratórias, fezes, fluidos corporais ou superfícies contaminadas. A doença não é transmitida por alimentos bem cozidos ou preparados corretamente e a transmissão entre pessoas é muito limitada.

2. Há risco de contaminação para outros animais?

A influenza aviária é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos. A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também pela água ou pelos materiais contaminados.

3. É seguro consumir carne e ovos de aves?

O consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, já que a doença foi detectada em uma granja voltada para a reprodução. A população pode se manter segura, não havendo qualquer restrição ao seu consumo.

4. A vacina contra a gripe (influenza) protege contra a gripe aviária? 

Não. A vacina contra a gripe sazonal não protege contra a gripe aviária. A vacina da gripe é atualizada todos os anos para proteger contra os principais vírus da gripe que circulam entre humanos, como os tipos A (H1N1 e H3N2) e B. Já a gripe aviária é causada por vírus diferentes, como o H5N1, que normalmente afetam aves e raramente infectam pessoas. Esses vírus não estão incluídos na vacina sazonal, pois são geneticamente diferentes e circulam principalmente entre aves. Apesar disso, a vacinação contra a gripe sazonal continua sendo importante, pois previne internações e mortes causadas pelos vírus que mais afetam a população.

5. O que fazer se encontrar aves doentes ou mortas?

- Não se aproxime, alimente ou toque em animais silvestres, nem tente socorrê-las;

- Não deixe cães, gatos e outros animais domésticos se aproximarem;

- Em casos suspeitos, entre em contato com a Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima.

6. O que pode ser feito para prevenir e reduzir o risco de infecção entre profissionais que manipulam aves?

Qualquer trabalhador que manipule aves selvagens ou domésticas deve ter conhecimento adequado de biossegurança e medidas de proteção. Além de conhecer os protocolos, esses profissionais devem ter equipamentos de proteção adequados para o manuseio de aves, incluindo roupas de proteção específicas para essas tarefas, bem como luvas e máscaras. Além disso, o governo do Estado está orientando, com especial atenção, os avicultores sobre os cuidados necessários.

7. Quais os principais sintomas nas aves?

Entre os principais sintomas apresentados nas aves estão alta mortalidade, dificuldade respiratória, torcicolo e falta de coordenação, crista e barbela inchadas e roxas, secreção nasal e ocular, espirros, dificuldade de locomoção e diarreia.

8. O que fazer em caso de qualquer suspeita de aves contaminadas?

Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima.

9. O que o governo do Estado está fazendo?

Diversas ações estão em curso. Com a confirmação do foco, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) desencadeou as ações previstas no Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária, com isolamento da área em Montenegro e eliminação das aves restantes e protocolo de desinfecção da granja. Todas as propriedades rurais no raio de dez quilômetros do foco serão vistoriadas pelo SVO, além da instalação de sete barreiras sanitárias, seis de desinfecção e uma de bloqueio. O Zoológico de Sapucaia do Sul, onde também foram encontradas aves silvestres mortas, está fechado por tempo indeterminado. Haverá, também, o cancelamento de torneios e eventos de aves no Rio Grande do Sul.




FONTE: Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Texto: Juliana Dias/Secom




quinta-feira, 15 de maio de 2025

Ibama reforça prevenção a incêndios florestais com contratação de novos brigadistas

 

Pela primeira vez, parte dos brigadistas terá contratos de dois anos, garantindo a ampliação das ações preventivas no contexto do manejo integrado do fogo.

Brigadistas do Prevfogo em ação de combate aos incêndios - Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Ibama

Em resposta ao aumento de incêndios florestais em 2024, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou novas medidas para 2025. A principal ação é a ampliação das contratações de brigadistas e a renovação tecnológica para reforçar a atuação do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo).

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Ibama amplia contratação para 2025 - Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Ibama

Pela primeira vez, parte dos brigadistas terá contratos de dois anos, garantindo a ampliação das ações preventivas no contexto do manejo integrado do fogo e eficiência nas operações, estando aptos para o pronto atendimento nos combates (150 profissionais). Ao todo, 2.600 profissionais integrarão a força-tarefa do Ibama, no total, o plano nacional envolve 231 brigadas federais — 116 do Ibama e 115 do ICMBio — e mais de 4.600 profissionais, um reforço de 25% em relação ao ano anterior. A renovação da frota inclui 57 veículos especializados para áreas de difícil acesso e a contratação de sete helicópteros AW119 Koala, que aumentam em 75% a capacidade de transporte aéreo e em 133% a quantidade de água lançada por voo.

O combate aos incêndios será intensificado por meio de novas tecnologias, incluindo monitoramento diário via satélite e infraestrutura ampliada. A Portaria MMA nº 1.327/2025, assinada em fevereiro, declara emergência ambiental com base em dados científicos sobre seca e vulnerabilidade e a Portaria Ibama nº 60/2025 autoriza a contratação emergencial de servidores temporários para atuar no Programa de Brigadas Federais do Prevfogo, o que fortalece as ações federais de Manejo Integrado do Fogo, com suporte legal.


FONTE: Assessoria de Comunicação Social do Ibama

quarta-feira, 9 de abril de 2025

MMA, Enap e Apolitical lançam capacitação online sobre COP30

 

Curso oferece formação a servidores públicos, jornalistas, educadores e a sociedade civil sobre os debates da Conferência do Clima da ONU 

MMA, Enap e Apolitical lançam capacitação online sobre COP30

Conteúdo foi desenvolvido por servidores do MMA, em parceria com a plataforma internacional Apolitical e a Enap. 

Foto: ApexBrasil

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a Apolitical e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) lançaram, nesta segunda-feira (7/4), o curso “Você sabe o que é a COP?”. Gratuita e 100% online, a capacitação busca ampliar o conhecimento da população sobre a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP30, que será realizada em novembro deste ano, em Belém (PA). 

Também voltado a servidores públicos dos três níveis de governo, jornalistas, educadores e sociedade civil, o curso prepara os participantes para compreender os processos relacionados à organização da Conferência, a sua importância para as políticas de desenvolvimento globais e seus impactos no Brasil e no mundo.

A formação visa, ainda, qualificar o engajamento de diferentes atores sociais – desde movimentos sociais até o setor privado – nos debates e ações sobre mudança do clima, promovendo uma participação mais informada e ativa na COP30.

O conteúdo foi desenvolvido por servidores do MMA, em parceria com a plataforma internacional Apolitical e a Enap, que oferece o curso no Brasil. Ambos os parceiros são referência na capacitação de formuladores de políticas públicas.

Os objetivos da capacitação são:

  • Apresentar a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) e as COPs, explicando o impacto das decisões dessas conferências na agenda climática e de desenvolvimento dos países;

  • Capacitar servidores públicos de diferentes setores para integrar a perspectiva climática em políticas públicas, programas e instrumentos financeiros;

  • Reforçar a transversalidade da mudança do clima nas políticas públicas e nos debates sobre desenvolvimento;

  • Qualificar a participação em processos ao longo do ano que estejam relacionados à COP30.

Com duração de pouco mais de três horas e realizado de forma assíncrona, o curso oferece certificado digital. O conteúdo interativo inclui lições dinâmicas, materiais visuais, recursos de apoio e insights de especialistas do governo, como da atual secretária Nacional de Mudança do Clima do MMA e diretora-executiva da COP30, Ana Toni. 


Como participar

O curso é gratuito, 100% online e pode ser feito no seu próprio ritmo, sem necessidade de aulas presenciais. 

Para receber o certificado digital, basta concluir todas as atividades com uma nota mínima de 60 pontos, conforme os critérios estabelecidos na plataforma da Escola Virtual de Governo (EV.G), da Enap.

Para participar, acesse e cadastre-se em:  https://www.escolavirtual.gov.br/curso/1348

COP

A Conferência das Partes (COP) do Clima é o maior encontro global dedicado às discussões e negociações sobre a mudança do clima. Realizada anualmente, reúne os 198 países que integram a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – conhecidos como “Partes” – para avaliar o andamento das ações climáticas e tomar decisões que promovam o cumprimento dos compromissos assumidos no acordo internacional. 

A presidência da COP se alterna a cada ano entre países das cinco regiões reconhecidas pela ONU: África, Ásia, América Latina e Caribe, Europa Central e Oriental, e Europa Ocidental. 

Em 2025, o Brasil sediará a 30ª edição da Conferência (COP30), que acontecerá em Belém (PA). Entre os temas centrais estão o financiamento climático, a adaptação aos impactos da mudança do clima e a promoção de uma transição justa, com foco em desenvolvimento sustentável e inclusão social.


FONTE: Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

quinta-feira, 27 de março de 2025

A caminho da recuperação ambiental de Mariana (MG), Ibama realiza vistoria técnica.

 

Para iniciar repactuação do Novo Acordo do Rio Doce, técnicos realizaram uma série de inspeções em áreas impactadas pelo desastre.

Equipe do Ibama observam margens da lagoa marginal em Barra LongaEquipe do Ibama observam margens da lagoa marginal em Barra Longa -       
Foto: Divulgação Ibama

Nove anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), que resultou no maior desastre ambiental da história do Brasil, as ações de reparação ambiental avançam sob nova coordenação. No escopo do Novo Acordo do Rio Doce, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciaram uma série de vistorias em áreas impactadas pelo desastre, avaliando de perto as condições da bacia e o cumprimento das medidas de recuperação.

Uma jornada pelo Rio Doce

Em fevereiro de 2025, 16 analistas ambientais de três diretorias do Ibama — Qualidade Ambiental, Biodiversidade e Florestas, e Licenciamento —

Equipe do Ibama realiza vistoria em áreas afetadas
Equipe do Ibama realiza vistoria em                             áreas afetadas
além das Superintendências do Ibama em Minas Gerais e no Espírito Santo, percorreram áreas críticas da bacia, começando pelo Rio Gualaxo do Norte, um dos mais atingidos pelo desastre. Durante a inspeção, os analistas verificaram a situação das margens, nas quais quase 100 quilômetros de mata ciliar foram destruídos e um volume expressivo de sedimentos permanece acumulado.

O desafio agora é conter esse material, evitando que volte a ser levado para a calha do rio. Para isso, o plano prevê obras de contenção, revegetação com gramíneas e replantio de espécies nativas da Mata Atlântica. A equipe identificou pontos estratégicos para a recuperação da vegetação e para a revitalização das nascentes e áreas de recarga hídrica.

Outro ponto crítico analisado foi o reservatório da Usina Hidrelétrica de Risoleta Neves (Candonga), que ainda retém mais de 9 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração. A lama depositada ali pode carregar contaminantes para o restante da bacia do Rio Doce, tornando urgente a avaliação ambiental do impacto que esses rejeitos vêm causando na bacia e análise quanto à sua remoção. Uma operação que exigirá licenciamento ambiental conduzido pelo próprio Ibama.

Além disso, os técnicos iniciaram a avaliação de áreas onde será conduzida a investigação de contaminação do solo, subsolo e sedimentos. A análise busca identificar a presença de metais pesados como ferro, manganês, alumínio, chumbo, cromo, vanádio e cádmio, substâncias que podem comprometer a fauna aquática, o sedimento dos rios e a segurança das populações ribeirinhas.

Medidas e compromissos

Equipe na Hidrelétrica
Equipe na Hidrelétrica

A vistoria faz parte das ações previstas no Acordo Judicial para Reparação Integral e Definitiva do desastre, firmado em 2024. O pacto obriga as empresas Samarco, Vale e BHP Billiton a implementar um Plano de Recuperação Ambiental dentro de um prazo de 120 dias, com detalhamento de cronogramas, marcos e metas de execução.

O Ibama, em parceria com auditorias ambientais independentes, acompanhará cada etapa da implementação, garantindo que as metas sejam cumpridas de forma rigorosa.


Entre as ações previstas estão:

  • O reflorestamento de 54 mil hectares de áreas degradadas;
  • A recuperação de 100 lagoas marginais impactadas pela lama;
  • O controle de erosões e uso de bioengenharia para estabilizar margens fragilizadas;
  • O monitoramento da qualidade da água e sedimentos por 15 anos;
  • A retirada gradual dos rejeitos da UHE Risoleta Neves.

Os custos dessas iniciativas não estão sujeitos a um teto financeiro, o que significa que as empresas responsáveis deverão arcar integralmente com os valores necessários.


Diálogo com a população

Neste mês de março, o Ibama integra a Caravana Interministerial do Rio Doce, uma iniciativa do governo federal que percorre os municípios afetados pelo rompimento da barragem. O objetivo é esclarecer dúvidas da população e garantir transparência no processo de reparação. Além do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a ação conta com a participação de diversas pastas federais, incluindo a Advocacia-Geral da União (AGU) e os Ministérios de Minas e Energia, da Saúde, da Educação e da Agricultura, entre outros.

O Novo Acordo do Rio Doce prevê um investimento total de R$ 132 bilhões ao longo de 20 anos, sendo R$ 100 bilhões destinados a projetos socioeconômicos e ambientais e R$ 32 bilhões focados diretamente na recuperação das áreas degradadas. Além disso, o MMA planeja criar um Fundo Ambiental para impulsionar projetos voltados para bioeconomia, educação ambiental e combate a crimes ambientais.

A paisagem ao longo da bacia do Rio Doce ainda carrega cicatrizes profundas do desastre de 2015, mas as ações em curso sinalizam um caminho de reconstrução. A recuperação das áreas degradadas e a fiscalização rigorosa são passos essenciais para devolver vida ao rio e garantir que futuras gerações possam conviver com um ecossistema revitalizado.


FONTE: Assessoria de Comunicação do Ibama

terça-feira, 11 de março de 2025

MMA divulga resultado da chamada 1/2024 do projeto Salas Verdes


Foram selecionados 103 novos espaços para atividades educacionais e culturais com foco no meio ambiente.

MMA divulga resultado da chamada 1/2024 do projeto Salas Verdes.png
Sala Verde no município de Serra Talhada, em Pernambuco - Foto: Projeto Salas Verdes

A chamada pública do projeto Salas Verdes selecionou 103 novos espaços para o desenvolvimento de atividades educacionais e culturais focadas na educação ambiental não formal para jovens, adultos, estudantes, professores, empresas e poder público, entre outros.  

A seleção teve como base a análise de projetos políticos pedagógicos a partir de critérios relacionados à prática de Educação Ambiental e a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA).  

A lista dos selecionados pode ser acessada aqui.

O projeto Salas Verde incentiva a criação de espaços que estimulem práticas de educação ambiental em sintonia com as atividades desenvolvidas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). 

Ao estabelecer uma Sala Verde, a instituição passa a fazer parte de uma rede de parceiros que compartilham experiências para a atuação conjunta em políticas públicas, atividades sustentáveis e iniciativas de educação. 


Saiba mais sobre a iniciativa.


FONTE: Ministério do Meio Ambiente



sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Ibama celebra 36 anos com inovação: inauguração de laboratório de genética no Cetas/GO

 

Evento em Goiânia marca avanço na reabilitação da fauna silvestre e consolida parcerias para a preservação do Cerrado

- Foto: Ibama/Cetas/GO

Em celebração ao seu 36º aniversário, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) inaugura em Goiás, um moderno laboratório de genética. Um marco na reabilitação da fauna silvestre e aplicação da ciência para a conservação da biodiversidade brasileira.

Laboratório de genética Cetas/GO
        Laboratório de genética no Cetas/GO
Esse novo laboratório com instalação no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/GO), em Goiânia, permitirá a realização de exames genéticos para diagnóstico de doenças, estudos populacionais e o desenvolvimento de ferramentas para o combate aos crimes ambientais. Entre as aplicações possíveis destacam-se a identificação de paternidade de filhotes de animais silvestres, contribuindo para o combate ao tráfico de fauna silvestre.

Com investimento de aproximadamente R$ 810 mil, a estrutura do laboratório viabilizada por meio da conversão de multas ambientais, possibilitará a extração de DNA para a composição de um banco de germoplasma* para a fauna silvestre reabilitada pelo Ibama e diagnóstico preciso e em tempo real de doenças e zoonoses que acometem a fauna silvestre.

“Nós celebramos nossa missão de proteger o meio ambiente e garantir o uso sustentável dos recursos naturais do Brasil. Essa inauguração reforça os avanços que teremos na reabilitação da fauna silvestre", destaca Nelson Galvão, superintendente do Ibama Goiás.

Parceria inovadora com a Ecovias do Araguaia

A Ecovias do Araguaia, concessionária responsável pelas rodovias BRs-153, 414 e 080, entre Anápolis e Porangatu, firmou um acordo de cooperação técnica com o Ibama por meio do Cetas (GO), que possibilitou ampliar o acolhimento e apoio à triagem de animais silvestres resgatados nessas vias. A parceria permitirá melhores condições para a reintegração dos animais silvestres resgatados em rodovias ao seu habitat.

Novas instalações no Cetas/GO
Novas instalações no Cetas/GO
"O objetivo é viabilizar um atendimento adequado a esses animais, garantindo sua reabilitação e, sempre que possível, seu retorno à natureza", explica Silvana Pieper Gruppelli, coordenadora de Sustentabilidade do Grupo EcoRodovias. Essa medida faz parte do Programa de Proteção à Fauna (PPF), que também inclui monitoramento periódico ao longo dos trechos concessionados.

Homenagem ao Cerrado

Além das inaugurações e parcerias, os 36 anos do Ibama também será marcado pela apresentação do painel "Há vida no Cerrado", criado pelo artista Fábio Gomes Trindade. A obra simboliza a riqueza e a importância do bioma, reforçando o compromisso com a sua preservação.

*Germoplasma: conjunto de material genético que caracteriza uma espécie, ou seja, uma população. Ele pode ser transmitido de geração para geração.


FONTE: Assessoria de Comunicação do Ibama